Tatuagem nova, história velha

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Eu me lembro de ter 12 anos e uma lista interminável de tatuagens que eu queria fazer. Tinha caveira florida, borboleta e até o famoso símbolo do infinito. Ainda bem que a gente tem pai e mãe que pegam no pé e dizem: pensa com carinho!

Desde essa época eu já era doida para ter uma tatuagem e os pais ainda podiam assinar para não ter que esperar até os 18. AINDA BEM QUE ISSO MUDOU TAMBÉM!

Eu tinha tanta vontade de me tatuar que nem passava pela cabeça a dor, os cuidados e como aquilo estaria marcado na pele para sempre. Sempre ouvia falar, mas nunca realmente parei para pensar. Ainda bem que a gente tem que crescer (por dentro e por fora) para tomar uma decisão assim.

A Nicole de 12 anos não imaginaria que seria um gato que lhe ensinaria muita coisa sobre o amor e nunca lhe passou pela cabeça que seria essa a sua primeira tatuagem. Ela não sabia de nada ainda.

6 anos depois eu já me sentia preparada para dar mais esse passo na vida.

Tenho uma pastinha no Pinterest com todas as ideias que tive nesse meio tempo (e que guardo para futuras oportunidades 😀 (ou só guardo por achar bonito mesmo hihi)). Ser libriana fez com que demorasse muito tempo para finalmente escolher o que faria e essa indecisão já vem antes de setembro #LibraPeopleProblems.

Então, um dia buscando referências encontrei um gatinho preto entre as flores. Pensei: CARACA, FIZERAM ISSO PRA MIM (aquelas haha). Acho que todo mundo que me segue no instagram sabe que a Rose, minha gata, é branca com uma patinha de flocos e umas manchas amarelas no rosto. Até pensei em substituir o gato preto por ela, mas depois pensei bem e percebi que estava perfeito do jeitinho que estava.

Desconstruí todas as ideias que eu tinha e quando bati o olho naquele desenho tive certeza de que ele diria muito sobre quem eu estava me tornando. Logo eu, que nunca pensei que teria e amaria um gato, resolvi logo tatuar um no braço, onde eu vejo com frequência. Flores nunca foram o meu forte e aqui no blog é a minha metáfora para falar também sobre as coisas boas e as coisas que colorem a minha vida, igual as flores colorem os jardins. Acho que tinha tanto a ver comigo que até as pessoas que viram perceberam. Muitas vezes ouvi a frase “achei sua cara” e foi aí que eu percebi que tinha feito a escolha certa!

Engraçado como a gente muda, né?

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