Desconectar para conectar: um fim de semana em Ibiúna

img_7256

Sexta-feira, pós primeira semana de estágio e um fim de semana longe da cidade. Aniversário com tema planejado entre os amigos e um sítiozinho pra reunir mais gente por mais tempo do que uma simples festa em só uma noite e a oportunidade de conhecer e (re)conhecer as pessoas.

Sexta-feira chegamos e já era quase sábado, ma deu tempo de conhecer as minhas companhias dos próximos dias. Uma faz psicologia, o outro faz direito e o outro ainda não sabia bem o que quer fazer, mas tem um tempinho de ensino médio pela frente.

Sábado começou cedo. Comida, piscina, cerveja, música e MUITA risada. Teve dancinha antiga dos nossos pais na beira da piscina, eu sem protetor solar com a cara vermelha e muito pé de moça pra comer.

Domingo teve um solzão de derreter a alma, mas foi bom de aproveitar. Teve gente diferente todos os dias. Alguns foram embora enquanto outros chegaram. A festa foi oriental e eu voltei pra casa com vários tsurus, inclusive alguns com estampa de girassol.

Esse fim de semana percebi que consegui relaxar de verdade. Fui praticante do nadismo (como diria a Isa Ribeiro) por três dias. Me conectei comigo mesma no meio dos pés de fruta, escorreguei em um tobogã no meio da grama, domingo vi o pôr-do-sol lindo como sempre e até com a galinhas eu conversei, mas o que mais observei foi como não me preocupei tanto com o sinal que não tinha. Três dias nem é tanto tempo se a gente parar pra pensar que fica um tempão só rolando a timeline das redes sociais às vezes sem propósito algum. E eu soube aproveitar muito bem esse tempinho offline, pois posso dizer que não tirei foto de tudo, mas poderia contar muito bem essa história.

Realmente me senti ali, onde estava, de corpo e mente também. Me permiti não levar as matérias da faculdade pois sei que não as faria e só ficaria mais frustrada por estar me sobrecarregando e “não estar dando conta”, tanto de estudar quanto de estar aproveitando aquele momento. Não é todo dia que a gente se aproxima assim das pessoas, não é todo dia que conseguimos conversar plenamente com nós mesmos sem o barulho das mil responsabilidades e das notificações que nos distraem em um lugar além de onde estamos.

A gente precisa se permitir aproveitar esses momentos. Seja no meio do barulho das risadas dos nossos pais e amigos, seja no silêncio que se faz por dentro de nós.

Live your life with grace 🙂

Anúncios

Você já correu de olhos fechados?

img_1915.jpg

Semana passada fechei os olhos enquanto corria. Foi uma das sensações mais estranhas e empolgantes que senti.

Correr de olhos fechados é ouvir o barulho das folhas secas no chão com muito mais intensidade quando se pisa nelas, é se concentrar mais ainda na própria respiração, sentir o cheiro da grama ainda molhada da chuva e sentir ainda mais o impacto dos pés no chão.

Percebi os outros sentidos mais aguçados. Mesmo com medo de tropeçar é continuar. É um teste de confiança em si mesmo, é descobrir até que ponto vai a comunicação do corpo, é imaginar o próprio caminho estendido à sua frente tentando memorizar os detalhes e os obstáculos a desviar se eles existirem.

De vez em quando a gente abre o olho, só para ter certeza quando a memória falhar.

Correr de olhos fechados é se sentir mais presente e ao mesmo tempo não saber onde se está.