O que eu aprendi de ter um gato

 

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@Roseveflores

Aprendi que preguiça é contagiante e que esquecer a torneira aberta faz parte, mesmo que a gente leve bronca por causa da conta de água.

Qualquer lugar é lugar de gato se enfiar. Caixas, guarda-roupas, armários e a gente vai procurar de coração apertado achando que sumiu e aí você abre o armário e lá está. O coração chega se acalma.

Aprendi a brincar de se esconder lentamente só pra fazer ela vir correndo me procurar e que o seu rascunho fracassado é o melhor brinquedo dessa vida. Se você tiver um laser e apontá-lo para a parede é melhor ainda!

Aprendi que gato é realmente diferente de cachorro e que eles às vezes gostam de ficar mais quietinhos, deitadinhos no escuro, sozinhos, mas meu amigo, se ele brincar de te arranhar, subir no seu colo e querer dormir agarradinho com você, você é uma pessoa de sorte e foi escolhido para ser amado por ele, não é pra qualquer um não, viu?

Gato não é fácil de entender, tem que ter paciência e se dedicar (vale até pedir para fazerem graça se você tiver um biscoitinho). Quando você ver, os pelos que eles soltam é só detalhe se comparar com a delícia que é ter um bichinho dormindo quentinho em cima do seu pé ou deitar em cima do seu livro só de zoas. Gato é amor pra quem sabe amar.

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Estou aprendendo a rir da vida

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Eu aprendi que na vida a gente tem que relevar muita coisa. Não só isso, mas tem que rir também.

Silenciar é preciso. Ouvir nossa própria voz e conhecer nosso próprio pensamento é necessário também, mas os problemas não se resolvem sozinhos e os livros acumulados não vão te apresentar seu conteúdo se estiverem empoeirando na estante.

É preciso um pouco de coragem para encarar a vida sorrindo. A faculdade cobra, o trabalho cobra, a vida social cobra, você se cobra e é necessário um certo jogo de cintura para atender a necessidade de todas essas coisas. Não só pelas pessoas ao nosso redor, mas tais coisas são importantes para nós também. É preciso aprender a organizar e lidar com isso da melhor forma possível. E eu aprendi a encarar sorrindo. Ok, na maior parte do tempo >.<

É que às vezes a gente reclama e dizem que reclamamos de barriga cheia. Sim, talvez possa até ser quando nossos problemas são coisas que a gente consegue resolver mesmo que demande um pouco mais de tempo e paciência, mas acontece que a gente também não suporta todo o peso de viver sem se desequilibrar de vez em quando e é aí que a gente começa a querer externar esse peso de alguma forma. Uns choram, uns tentam se distrair e outros parecem muralhas. Cada um é como é e a gente às vezes até inveja a força que alguns tem, mas precisa encontrar essa força dentro de nós. Hoje alguém me disse: “O incentivo é externo, a motivação vem de você” e faz todo o sentido, pois precisamos sim, aprender a nos fazermos feliz e nos motivarmos em diferentes áreas da vida. Seja na faculdade, seja no trabalho e nos relacionamentos sociais ou amorosos.

É engraçado que parece um pouco mais fácil falar do que fazer. A gente diz isso para muitas coisas da vida. Eu digo. Mas quando se aprende a rir da vida, o bom friozinho na barriga vem e você percebe que certas coisas ruins infelizmente acontecem com a gente, mas que precisamos realmente ter um pouco de calma para enxergar o lado positivo nisso tudo. A gente dá viagem perdida, tem que caminhar no sol quente e fica bravo com o dia que parece ter acordado para dar muito errado. Às vezes até ignora todos os aprendizados e coisas boas que aconteceram no dia que também precisam de uma chance para se sobrepor às ruins. É um alívio quando chega em casa e percebe que todos esses apertos já passaram e às vezes nem acredita que tenham sido todos em um dia. Mesmo que a gente chegue com muita fome e tenha ainda que inventar algo para comer, quando a cólica aperta e faz a gente suar frio, quando o último potinho de feijão congelado quase queima na panela e quando o gato estraga toda a pequena plantação de pimentão. A gente precisa aprender a ter paciência de jogar a semente na terra e começar tudo de novo, mas é incrível quando a gente se sente seguro para, mesmo assim, sorrir.

Eu me sinto assim, e você?  🙂

 

Senta aqui, vamos conversar

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Às vezes paro e penso em tudo o que já pensei (é, pensar no que já pensou hahaha), tudo o que já escrevi, inclusive aqui. Penso em como as coisas mudaram em alguns anos e como talvez mudarão daqui a algum tempo. Quem sabe, o que eu tenha escrito há um mês, hoje eu não me lembre. Talvez o que eu esteja escrevendo agora se perca na mente com o tempo ou no vento, mas talvez a escrita seja dessas mesmo. Talvez seja de colocar para fora tudo aquilo que a gente sente no momento, sem ter certeza se vai lembrar ou não do que pensou quando acordar. Onde a gente inclui a parte em que a gente fica em dúvida de estar chegando onde quer quando escreve? Sou dessas 😐

Parei e pensei que talvez tudo o que conquistamos materialmente seja aniquilado pelo tempo de alguma forma. O smartphone começa a não funcionar, a tecla C do notebook pode se perder pela casa, a madeira do móvel apodrece e descasca, mas o que fica? O que fica quando a gente decide olhar para si e procurar o que conquistamos por dentro?

Os pensamentos, ideias e reflexões são o que ficam, mesmo quando a gente muda de opinião cinco minutos depois. As fotografias além das reveladas (aquelas que os olhos fazem questão de registrar) são as que ficam e não desgastam com o tempo. Ficam os momentos, as pessoas, os lugares, as viagens, os frios na barriga, os cafés, os olhares, os abraços, os beijos. Ficam os aprendizados, as observações, as listas de checks que a gente faz sem anotar, sem saber…

As coisas mais marcantes são que ficam quando a gente olha para trás com 17 ou 71 anos. São as coisas vividas, as coisas que nos arrancam um sorriso sincero ou até uma gargalhada ao lembrar antes de dormir. Apagam-se as luzes então. 

Um novo ano e suas coisas boas

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Um dos meus checks de 2017 era ter um potinho para guardar as coisas boas que acontecessem ao longo do ano.

Não só para esse, mas para todos os que vierem. Sejam elas pequenas ou grandes.

A ideia talvez alguns conheçam: Começar em janeiro de um ano e abrir para ler em janeiro do ano seguinte.

Minha opção foi pegar um pote de palmito, mas pode ser uma garrafa, uma caixa ou até mesmo um cofrinho. Why not?

Pode usar a criatividade e fazer algo que signifique algo bom por aí.

Para deixar mais bonitinho, enrolei barbante na tampa no estilo caracol. Fui passando cola branca mesmo. Precisa ter um pouco de paciência nessa parte pois não cola em segundos e não segura o barbante logo de cara. Depois disso, misturei cola branca com água e pincelei em toda a tampa para que firmasse melhor. A ideia é deixar bem úmido e depois colocar direto no sol para secar bem.

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Fiz uma TAG “2017” com um pedaço de papel – cartão e prendi um barbante em volta passando por dentro de um furo na TAG. Além disso, coloquei um raminho de uma florzinha seca que tinha por aqui. Comprei ela ainda verdinha, mas quando seca, também fica uma gracinha e ganha um tom meio rústico. Achei que combinou muito bem 🙂

O próximo passo é cortar vários pequenos papéis com tamanho suficiente para escrever e dobrar. Preferi usar papel sulfite cortado por ficar melhor para escrever sem precisar apertar a letra, mas também tentei com post-it. Se por aí tiver aqueles que são maiores, melhor ainda, mas se não, é só cortar vários quadrados com sulfite mesmo.

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Espero que esse post inspire você de alguma forma e faça com que você sorria com sua própria retrospectiva. Anota aí aquele dia em que você encontrou o amigo que não via há anos ou sobre o dia em que você conheceu um lugar novo. Vale colocar tudo o que abraçar o coração, viu?

Os olhos são as câmeras da alma

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Os olhos são as câmeras que registram os mais íntimos e diversos momentos. As vezes vejo cenas e as imagino reveladas em papéis. Lembranças físicas do que mantém o coração quentinho. As vezes até tento, mas há momentos em que a gente guarda só ali, na cabeça.

Os olhos que são capazes de produzir as mais belas fotografias quando há muita luz em até mesmo quando a iluminação é o pisca-pisca amarelo na janela numa noite de sexta-feira.

Eu só queria que meus olhos pudessem te registrar do mesmo jeito que te vejo, enquanto dormes tranquila em meus braços na pouca luz desse quarto em que faço questão de te deixar entrar mansa pela janela para acordar serena todos os dias e compartilhar com o mundo todas essas fotografias que ficam registradas na alma como as antigas câmeras registravam em um filme.