Uma legenda não é suficiente

Hoje, dia 25 de fevereiro de 2018 postei essa foto no instagram (@nnicbatista) e pensei em muitas legendas que poderiam descrever este dia. Escrevi e apaguei algumas vezes, porque nada bom o suficiente vinha à minha cabeça. Não consegui resistir ao textão. Que sorte ter esse espaço aqui.

Essa história toda começou em 2016 quando ~caí de paraquedas~ na vida da Isa e do Fábio. Quem me conhece sabe que eu já acompanho alguns blogs há muito tempo, mas falo com tranquilidade que nenhum nunca me acolheu tanto quanto o Na Nossa Vida.

Foi amor à primeira lida de texto, à primeira foto, ao primeiro vídeo feito tipo filme, videoclipe ou algo desse jeito que encanta de ver. Jeitinho esse que só encontrei aqui.

Ainda olho para a primeira vez que nos encontramos e nunca me passaria pela cabeça que um dia estaria aqui, comendo pizza com quem escreveu e falou todas aquelas coisas que me fizeram ver a vida de outra forma. Eles agregam valor e amor ao dia a dia de quem os acompanha e nos repensar o que  é realmente importante.

Voltei para casa sorrindo sozinha lembrando dos momentos de hoje. As referências de FRIENDS, os novos trabalhos incríveis de pessoas incríveis que conheci, as migas novas que ganhei por um dia e aquelas que levo no coração desde que o Na Nossa Vida nos reuniu.

Tudo o que é bom a gente chama de melhordiadanossavida. Tudo o que é bom, acaba em pizza!

Anúncios

Sobre o que eu nunca escrevi, mas nunca esqueci

Era um dia de sol, porém cinza dentro de mim. Eu adoro dias cinzas também. Mas naquele dia não.

Decepções amorosas são uma droga! A gente chora sem querer em lugares sem querer. Tinha acabado de colocar mais uma na conta quando ela me cutucou:

“Ei, você tá bem?” “Não…”

E aí foi quando notei que nunca na minha vida um desconhecido se importou comigo assim… do nada. Aquela mulher pra quem me abri e contei o que tinha acontecido me fez enxergar um pouco mais de beleza na vida naquele dia. Me ensinou que nunca é tarde, quando me contou sua história e desde então mudei meu jeito de lidar com essas situações. Fazem parte da vida. Pessoas vêm e vão, mas ninguém passa pela nossa vida por acaso.

Eita frasezinha que carrega todo sentido! 

Nosso coração é apegado e reclama por qualquer coisa. Nossa mente diz que vai passar e que tudo vai ficar bem de novo, pois no fundo sabemos que sempre fica, mas o que controla nossas emoções é uma parte teimosa e desacreditada dentro de nós. Depois que percebi isso, choro mesmo. Quanto mais a gente libera nossa bad, mais rápido ela vai embora. Passei a dizer isso para quem quer que seja, pois percebi que não dá pra conter o coração quando quer gritar e que quando passa a gente se sente forte de novo.

Aprendemos muito com quem passa pela nossa vida. Mesmo que essa pessoa não permaneça. Conhecemos novas músicas, novos filmes, novos jeitos de pensar e novos mundos.

Quando crescemos, nos damos conta de como mudamos e de como nossa percepção do que são as coisas mudam também. Muitas coisas boas podem acontecer na nossa vida, assim como muitas coisas boas já aconteceram e agradecemos. E acredito nisso. Elas vêm na forma de um frio na barriga quando há esperança de algo novo. E eu sinto isso agora.

Obrigada, moça.

(Re)conhecer o mar

Há anos eu vou à praia e fico só na espreita observando de longe o balanço do mar, as ondas e o quão fascinante é essa história de maré alta e baixa. A natureza sabe mesmo o que faz, a gente só tem que estudar para entender seus momentos e como nós podemos aproveitá-los.

Há anos eu vou à praia e só observo… observo minha família que se joga no mar com tanta facilidade assim como a maior parte das outras pessoas que lotam a areia.

Há anos eu só observo, quietinha eu estudo meu próprio momento e meu corpo se acanha com chega perto do mar. Se contrai, pede socorro.

Mas não dessa vez.

2018 começou do jeito que tinha que começar seguindo a vontade da vida. Já esperava algumas coisas, mas me surpreendi com outras.

Me surpreendi mais ainda com o momento em que cheguei aqui. Praia do Gunga, Alagoas, Brasil. Êtcha Brasil. Perdi a noção da quantidade de minutos em que abracei o pano ao redor de mim e observei o ir e vir do mar que me hipnotizou de um jeito que não sei explicar. Naquela noite, exausta, mas com uma energia que demorou um pouco para me pôr para dormir, tiquei na cabeça: eu vou (re)conhecer o mar!

Hoje, 30 de janeiro de 2018 eu me conectei comigo mesma de um jeito que me fez sorrir sozinha do jeito mais sincero que já sorri alguma vez pensando nas mil possibilidades de expressar o que estou sentindo. Eu, que nem sou de exatas prefiro simplificar a equação dizendo que atrai as melhores energias do mar para o meu ano.

Praia de Antunes me renovou. A natureza sabe mesmo o que faz!

Até quando a gente vai ter medo de se entregar?

Eu sei, eu sei que existem exceções, mas hoje eu não escrevi para relativizar.

Me pergunto até quando a gente vai se dar um beliscão e dizer para si mesmo: para de ser assim, e se der errado… de novo? Até quando a gente vai se forçar a esperar sempre o pior por ter medo de se decepcionar? Qual a garantia de que se vestir uma armadura não vai doer?

É que depois de algum tempo, o frio que a gente sente na barriga deixa de rosar as bochechas e traz mais um ar de “ihhhh, vai dar merda!”. Por que a gente faz isso com nós mesmos? A gente fica com medo porque acha que vai ser mais um fim do mundo e que vai dar tudo errado. Por mais que a gente sempre diga que tudo é aprendizado, às vezes a gente esquece de enxergar o melhor nas situações… e nas pessoas. A gente às vezes quer se fechar demais, sempre com um pé atrás achando que vai ser só mais uma decepção. Sinto dizer, mas às vezes é só isso que é.

Fico sorrindo sozinha imaginando as situações, mas logo depois o sorriso desaparece e começo a me sentir preocupada. E se der errado? Por que a gente fica tão agoniado e não consegue esperar para ver? Chega a um ponto em que queremos saber antes o que vai ser para não dar chance de acumular mais um coração partido. Fico ansiosa, inquieta e às vezes acordo no meio da noite. Que loucura é essa que  não consigo explicar?

Esqueço do processo, às vezes ele não me interessa. Parece que vai ser tudo igual, tipo um ciclo, sabe? Eles vêm, fazem a gente se sentir especial, depois vão embora, né?

“A gente supera” é o que digo quando tento fazer com que eu mesma me sinta melhor. Mas é sempre assim, eu nunca sei direito como agir e sempre me pego entrando em conflito comigo mesma na tentativa de fazer com que eu não crie expectativas, mas quando deito a cabeça no travesseiro não é difícil me apegar ao que minha imaginação cria.

A vida nunca responde quando a gente pergunta os porquês de tudo ser tão complicado. Facilitar não é um ponto forte e a gente tem que aprender a deixar ser, fazer o quê? Ela não pede a nossa opinião, nem pergunta se vai doer. Ela não para pra assoprar se arranhou quando caiu. Ela só te faz chegar a uma estrada com dois caminhos: o de tentar e o de desviar. Eu paro na estrada por algum tempo e nunca sei direito para onde ir.

E aí vida, qual o próximo destino que você vai me levar? 

Tá aí uma coisa que me pergunto quando vou dormir e vou continuar pensando logo quando acordar.

Você já correu de olhos fechados?

img_1915.jpg

Semana passada fechei os olhos enquanto corria. Foi uma das sensações mais estranhas e empolgantes que senti.

Correr de olhos fechados é ouvir o barulho das folhas secas no chão com muito mais intensidade quando se pisa nelas, é se concentrar mais ainda na própria respiração, sentir o cheiro da grama ainda molhada da chuva e sentir ainda mais o impacto dos pés no chão.

Percebi os outros sentidos mais aguçados. Mesmo com medo de tropeçar é continuar. É um teste de confiança em si mesmo, é descobrir até que ponto vai a comunicação do corpo, é imaginar o próprio caminho estendido à sua frente tentando memorizar os detalhes e os obstáculos a desviar se eles existirem.

De vez em quando a gente abre o olho, só para ter certeza quando a memória falhar.

Correr de olhos fechados é se sentir mais presente e ao mesmo tempo não saber onde se está.