Para repensar e lembrar: mesmo na melhor das intenções, não se apoiar nas dores alheias

Na verdade eu queria gravar um vídeo sobre isso, mas já adiei demais e queria falar sobre isso antes que ficasse mais velho do que já ficou.

Uma das minhas aulas na faculdade esse semestre é Ética e um dia desses, aprendemos sobre consciência moral (não caberá a mim explicar o que é haha) e algo mexeu comigo. Confesso que por alguns segundo me distraí e não me lembro bem o assunto que fez com que meu professor falasse sobre ‘estar feliz o tempo todo’. Muito do que discutimos em aula, não só nessa, tem muito a ver com as redes sociais e nossa era digital atual e quando ele falou sobre isso, logo pensei nelas.

Gratidão é uma palavra que li e ouvi muito em 2017 na internet e fora dela e concordo plenamente que a gente tem mesmo que agradecer pelo que temos, pois muitas pessoas tem o sonho de ter pelo menos acesso à coisas básicas.

Mas tem dias que a gente também não tá legal e esse post é sobre ficarmos comparando coisas que não precisam ser comparadas. Já perdi as contas de quantas vezes estava triste por algum motivo considerado ‘bobo’ e ouvir algo como “ah, você não deve ficar triste por isso porque tem muita gente sofrendo por isso” (e esse segundo “isso” não tem nada a ver com o motivo que te deixou triste naquele momento).

Vou tentar melhorar essa explicação para que ninguém interprete mal o que eu tô querendo dizer aqui.

Tem dias em que a gente fica chateado por algumas coisas que às vezes as pessoas julgam não ser tão importantes assim, sem ao menos se perguntarem como NÓS nos sentimos diante disso. Sabe aquela frase que diz “Pode ser bobeira, mas para você é a bobeira mais importante do mundo” (algo assim)? Então.

Nunca tinha parado para pensar em como a gente gosta de ficar comparando as coisas. A gente compara a nossa vida, a gente SE compara e compara os nossos problemas também mesmo que não em voz alta. Por mais que a gente queira ver o nosso amigo bem, talvez dizer “reclama não que tem gente no hospital com tal doença” ou qualquer coisa desse tipo não seja uma boa opção.

Nesse dia parei para pensar nisso e fiquei triste até comigo mesma pois muitas vezes já falei essas coisas também só para que aquele alguém percebesse que a vida não é tão ruim quanto parecia naquele dia, mas tem muitos outros jeitos de dizer isto para alguém sem ter que usar o problema ou a dor do outro como parâmetro. Isso só faz com que a pessoa que ouve isso se sinta obrigada a engolir o que sente com medo de parecer ingrato ou algo assim.

Tem dias que a gente acorda e prefere ficar mais em silêncio, fica um pouco mais reflexivo ou reclama porque o dia não foi bom e deixou a gente estressado e tá tudo bem, sabe? Faz parte de nós. Não é porque temos tal coisa ou fizemos tal coisa que somos obrigados a somente ter dias bons e felizinhos. NÃO! Todo mundo tem dias ruins e, por mais que alguns problemas realmente sejam mais sérios do que outros, ficar comparando as coisas só vai fazer com que a gente se sinta obrigado a fingir algo que não somos ou vivemos.

A gente não tá feliz o tempo todo e precisamos passar pelos momentos ruins também. Parar de comparar os nossos problemas, nossa vida e nós mesmos com os outros. Pode ser que desse jeito a gente se conheça melhor, se entenda e aprenda a lidar melhor com o imprevistos da vida.

Seja grato, mas entenda que TODO MUNDO também está vulnerável.

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Desconectar para conectar: um fim de semana em Ibiúna

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Sexta-feira, pós primeira semana de estágio e um fim de semana longe da cidade. Aniversário com tema planejado entre os amigos e um sítiozinho pra reunir mais gente por mais tempo do que uma simples festa em só uma noite e a oportunidade de conhecer e (re)conhecer as pessoas.

Sexta-feira chegamos e já era quase sábado, ma deu tempo de conhecer as minhas companhias dos próximos dias. Uma faz psicologia, o outro faz direito e o outro ainda não sabia bem o que quer fazer, mas tem um tempinho de ensino médio pela frente.

Sábado começou cedo. Comida, piscina, cerveja, música e MUITA risada. Teve dancinha antiga dos nossos pais na beira da piscina, eu sem protetor solar com a cara vermelha e muito pé de moça pra comer.

Domingo teve um solzão de derreter a alma, mas foi bom de aproveitar. Teve gente diferente todos os dias. Alguns foram embora enquanto outros chegaram. A festa foi oriental e eu voltei pra casa com vários tsurus, inclusive alguns com estampa de girassol.

Esse fim de semana percebi que consegui relaxar de verdade. Fui praticante do nadismo (como diria a Isa Ribeiro) por três dias. Me conectei comigo mesma no meio dos pés de fruta, escorreguei em um tobogã no meio da grama, domingo vi o pôr-do-sol lindo como sempre e até com a galinhas eu conversei, mas o que mais observei foi como não me preocupei tanto com o sinal que não tinha. Três dias nem é tanto tempo se a gente parar pra pensar que fica um tempão só rolando a timeline das redes sociais às vezes sem propósito algum. E eu soube aproveitar muito bem esse tempinho offline, pois posso dizer que não tirei foto de tudo, mas poderia contar muito bem essa história.

Realmente me senti ali, onde estava, de corpo e mente também. Me permiti não levar as matérias da faculdade pois sei que não as faria e só ficaria mais frustrada por estar me sobrecarregando e “não estar dando conta”, tanto de estudar quanto de estar aproveitando aquele momento. Não é todo dia que a gente se aproxima assim das pessoas, não é todo dia que conseguimos conversar plenamente com nós mesmos sem o barulho das mil responsabilidades e das notificações que nos distraem em um lugar além de onde estamos.

A gente precisa se permitir aproveitar esses momentos. Seja no meio do barulho das risadas dos nossos pais e amigos, seja no silêncio que se faz por dentro de nós.

Live your life with grace 🙂

Eu não diria que são apenas coincidências

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Estava um pouco nervosa no trem hoje, pois seria o meu primeiro dia de estágio em uma grande empresa com novas grandes responsabilidades e usar o inglês não só como uma segunda língua, mas como a que estará mais presente diariamente por algum tempo.

1984 de George Orwell chamou atenção de uma moça ao meu lado. “Meu marido já leu esse livro e ele amou”, “ah, eu estou gostando muito também… li revolução dos bichos e me indicaram este”.

Toda vez que alguém me cumprimenta por aí, trocamos algumas frases e de repente descubro que temos muitas coisas em comum. Fico toda bobinha e meus olhos devem até brilhar. Trocamos nossas experiências com livros que gostamos e que não gostamos. Ela me contou que voltou da China recentemente e me disse que dá pra fazer muita coisa em 20 anos.

A gente talvez pense, “ah, é claro que dá” mas meu coração abraçou esses dizeres com outro sentido. Sentido esse que não conseguiria traduzir em palavras. Um jeito muito mais apaixonante, muito mais forte, daqueles que transbordam inspiração.

A gente pode MESMO fazer muita coisa em 20 anos. Ela me disse: você pode construir uma vida, conhecer o mundo… e posso! Às vezes com um pouquinho mais de esforço e às vezes com processos mais simples.

Engraçado que o último texto que escrevi, contava uma história semelhante que aconteceu há alguns meses e que encheu meus pulmões com um ar de possibilidades e meu coração com muita fé de que aconteceriam muitas coisas boas.

Momentos assim continuam reforçando dentro a afirmação de que ninguém passa pela nossa vida por acaso!

Eu não diria que esses encontros são apenas coincidências. De algum jeito, dentro de mim eu sinto que não são! Elas aparecem quando a gente mais precisa para enxergar um pouco mais de beleza na vida ou quando a gente só precisa de uma rápida desacelerado para seguir o dia (e a vida) de forma mais leve.

E eu continuo me sentindo a sortuda do universo por ter tanta energia positiva (e principalmente feminina) me inspirando bem pertinho🌻

“Bom, eu vou por aqui e pra você, boa sorte hoje! Você tem tudo pra fazer uma carreira brilhante. Foi um prazer te conhecer”.

Foi um prazer te encontrar!

Uma legenda não é suficiente

Hoje, dia 25 de fevereiro de 2018 postei essa foto no instagram (@nnicbatista) e pensei em muitas legendas que poderiam descrever este dia. Escrevi e apaguei algumas vezes, porque nada bom o suficiente vinha à minha cabeça. Não consegui resistir ao textão. Que sorte ter esse espaço aqui.

Essa história toda começou em 2016 quando ~caí de paraquedas~ na vida da Isa e do Fábio. Quem me conhece sabe que eu já acompanho alguns blogs há muito tempo, mas falo com tranquilidade que nenhum nunca me acolheu tanto quanto o Na Nossa Vida.

Foi amor à primeira lida de texto, à primeira foto, ao primeiro vídeo feito tipo filme, videoclipe ou algo desse jeito que encanta de ver. Jeitinho esse que só encontrei aqui.

Ainda olho para a primeira vez que nos encontramos e nunca me passaria pela cabeça que um dia estaria aqui, comendo pizza com quem escreveu e falou todas aquelas coisas que me fizeram ver a vida de outra forma. Eles agregam valor e amor ao dia a dia de quem os acompanha e nos repensar o que  é realmente importante.

Voltei para casa sorrindo sozinha lembrando dos momentos de hoje. As referências de FRIENDS, os novos trabalhos incríveis de pessoas incríveis que conheci, as migas novas que ganhei por um dia e aquelas que levo no coração desde que o Na Nossa Vida nos reuniu.

Tudo o que é bom a gente chama de melhordiadanossavida. Tudo o que é bom, acaba em pizza!

Sobre o que eu nunca escrevi, mas nunca esqueci

Era um dia de sol, porém cinza dentro de mim. Eu adoro dias cinzas também. Mas naquele dia não.

Decepções amorosas são uma droga! A gente chora sem querer em lugares sem querer. Tinha acabado de colocar mais uma na conta quando ela me cutucou:

“Ei, você tá bem?” “Não…”

E aí foi quando notei que nunca na minha vida um desconhecido se importou comigo assim… do nada. Aquela mulher pra quem me abri e contei o que tinha acontecido me fez enxergar um pouco mais de beleza na vida naquele dia. Me ensinou que nunca é tarde, quando me contou sua história e desde então mudei meu jeito de lidar com essas situações. Fazem parte da vida. Pessoas vêm e vão, mas ninguém passa pela nossa vida por acaso.

Eita frasezinha que carrega todo sentido! 

Nosso coração é apegado e reclama por qualquer coisa. Nossa mente diz que vai passar e que tudo vai ficar bem de novo, pois no fundo sabemos que sempre fica, mas o que controla nossas emoções é uma parte teimosa e desacreditada dentro de nós. Depois que percebi isso, choro mesmo. Quanto mais a gente libera nossa bad, mais rápido ela vai embora. Passei a dizer isso para quem quer que seja, pois percebi que não dá pra conter o coração quando quer gritar e que quando passa a gente se sente forte de novo.

Aprendemos muito com quem passa pela nossa vida. Mesmo que essa pessoa não permaneça. Conhecemos novas músicas, novos filmes, novos jeitos de pensar e novos mundos.

Quando crescemos, nos damos conta de como mudamos e de como nossa percepção do que são as coisas mudam também. Muitas coisas boas podem acontecer na nossa vida, assim como muitas coisas boas já aconteceram e agradecemos. E acredito nisso. Elas vêm na forma de um frio na barriga quando há esperança de algo novo. E eu sinto isso agora.

Obrigada, moça.