De onde vem o amor

O amor está em muitos lugares, a gente só tem que saber olhar

O amor está na lambida do cachorro, nos pelo do gato que ficam na sua calça preta quando ele pede carinho.

O amor está no cházinho quente num dia frio ou no ar condicionado do escritório que às vezes é mais frio que o inverno inteiro, mas também está no sorvete gelado num dia quente.

O amor está na árvore quando perde as folhas no outono, que voltam a crescer na primavera.

O amor está no cheiro do livro novo, no balanço da rede de um dia preguiçoso, no cheiro do pão caseiro, do bolo e do café quentinho.

O amor está no beijo da mãe, no abraço da vó, no conselho do pai e nas risadas dos seus melhores amigos.

O amor está no seu filme favorito, na forma com que você cuida do seu corpo, no jeito que você dança.

O amor também está nas pequenas coisas. Cada um vê de um jeito. Há uma infinidade de lugares para se procurar e mais uma infinidade de lugares em que ele se manifesta. O amor está nas suas coisas favoritas da vida!

O amor está dentro de você 🙂

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Notas sobre um coração partido

É quando a gente percebe que a vida é como ela quer ser.

É quando dizem que aquele não vai ser o último e no fundo a gente sabe disso, mas nunca te preparado.

É o frio na barriga de achar que nunca vai ficar tudo bem de novo, mas fica.

É como se por algum tempo a gente esquecesse do que já aprendeu e por mais que aconteça muito na vida, sempre dói como se fosse a primeira vez.

É quando a gente mais precisa de amor próprio (e cafuné de miga).

É quando a gente assiste aqueles filmes de derreter a manteiga porque eles trazem a esperança de que tudo fica bem de algum jeito no final

É quando a gente escreve as coisas que ninguém vai ler…

É como meu coração fica quando você sai pela porta da minha vida

É quando a gente chora para lavar a alma e é um clichês dizer que faz um bem danado lavar a alma assim. De dentro pra fora. E é de clichê em clichê que a gente não pode esquecer: tudo na vida passa!

Um dia o amor chega, menina!

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Um dia o amor chega, menina.

Aí esse amor vai ser suficiente e você não vai ter que ficar desiludida com as palavras das pessoas com quem você se envolve por alguns meses e que não estão nem aí sobre como você vai se sentir quando elas forem embora. E elas sempre vão embora.

Mas um dia chega e fica, eu sei que fica, porque em 2016 eu conheci a prova mais bonita.

Esse amor a gente constrói todo dia, passos lentos, a sementinha vai brotando e a gente logo vê a plantinha crescendo. Quando você, está grande o suficiente para te abraçar apertado e não soltar mais.

Só que tem que estar preparado para esperar um tempinho que às vezes demora. Talvez demore meses ou anos, mas talvez chegue amanhã.

Mas uma coisa eu te digo, viu? Quando a gente para de procurar, começa a perceber. Em tudo um pequeno fragmento. No seu cabelo, no seu corpo, sua casa.

Talvez você encontre esse amor em alguém

Talvez você encontre esse amor em você!

 

Uma hora tudo se ajeita

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Se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que uma hora tudo se ajeita.

Uma hora a gente entende que não se pode – tampouco se consegue – segurar o mundo todo na palma das mãos porque certas coisas a gente não pode controlar, só o tempo mesmo para passar. Chega um momento em que a gente faz o melhor que pode e se não der certo, tudo bem.

Nada na nossa vida fica 100% no lugar, mas ela dá um jeitinho de melhorar as coisas, trazendo novos dias, novos ares e novas páginas em branco. Mas tem coisa que só a gente pode mudar. Repensar e reorganizar. Para isso é preciso se conhecer, meu bem. Se conhecer para saber até onde se pode ir, porque segurar firme faz parte do jogo, mas se a corda queimar a mão é melhor soltar. Tem coisa que é só de passar, não de ficar.

Mas de qualquer jeito, uma hora tudo se ajeita e volta pro seu lugar. A gente esquece o que passou e tudo vira história pra contar. No meio do caos há poesia. Sempre tem lugar. Escrevamos poesia nos nossos dias, meu bem.

Para repensar e lembrar: mesmo na melhor das intenções, não se apoiar nas dores alheias

Na verdade eu queria gravar um vídeo sobre isso, mas já adiei demais e queria falar sobre isso antes que ficasse mais velho do que já ficou.

Uma das minhas aulas na faculdade esse semestre é Ética e um dia desses, aprendemos sobre consciência moral (não caberá a mim explicar o que é haha) e algo mexeu comigo. Confesso que por alguns segundo me distraí e não me lembro bem o assunto que fez com que meu professor falasse sobre ‘estar feliz o tempo todo’. Muito do que discutimos em aula, não só nessa, tem muito a ver com as redes sociais e nossa era digital atual e quando ele falou sobre isso, logo pensei nelas.

Gratidão é uma palavra que li e ouvi muito em 2017 na internet e fora dela e concordo plenamente que a gente tem mesmo que agradecer pelo que temos, pois muitas pessoas tem o sonho de ter pelo menos acesso à coisas básicas.

Mas tem dias que a gente também não tá legal e esse post é sobre ficarmos comparando coisas que não precisam ser comparadas. Já perdi as contas de quantas vezes estava triste por algum motivo considerado ‘bobo’ e ouvir algo como “ah, você não deve ficar triste por isso porque tem muita gente sofrendo por isso” (e esse segundo “isso” não tem nada a ver com o motivo que te deixou triste naquele momento).

Vou tentar melhorar essa explicação para que ninguém interprete mal o que eu tô querendo dizer aqui.

Tem dias em que a gente fica chateado por algumas coisas que às vezes as pessoas julgam não ser tão importantes assim, sem ao menos se perguntarem como NÓS nos sentimos diante disso. Sabe aquela frase que diz “Pode ser bobeira, mas para você é a bobeira mais importante do mundo” (algo assim)? Então.

Nunca tinha parado para pensar em como a gente gosta de ficar comparando as coisas. A gente compara a nossa vida, a gente SE compara e compara os nossos problemas também mesmo que não em voz alta. Por mais que a gente queira ver o nosso amigo bem, talvez dizer “reclama não que tem gente no hospital com tal doença” ou qualquer coisa desse tipo não seja uma boa opção.

Nesse dia parei para pensar nisso e fiquei triste até comigo mesma pois muitas vezes já falei essas coisas também só para que aquele alguém percebesse que a vida não é tão ruim quanto parecia naquele dia, mas tem muitos outros jeitos de dizer isto para alguém sem ter que usar o problema ou a dor do outro como parâmetro. Isso só faz com que a pessoa que ouve isso se sinta obrigada a engolir o que sente com medo de parecer ingrato ou algo assim.

Tem dias que a gente acorda e prefere ficar mais em silêncio, fica um pouco mais reflexivo ou reclama porque o dia não foi bom e deixou a gente estressado e tá tudo bem, sabe? Faz parte de nós. Não é porque temos tal coisa ou fizemos tal coisa que somos obrigados a somente ter dias bons e felizinhos. NÃO! Todo mundo tem dias ruins e, por mais que alguns problemas realmente sejam mais sérios do que outros, ficar comparando as coisas só vai fazer com que a gente se sinta obrigado a fingir algo que não somos ou vivemos.

A gente não tá feliz o tempo todo e precisamos passar pelos momentos ruins também. Parar de comparar os nossos problemas, nossa vida e nós mesmos com os outros. Pode ser que desse jeito a gente se conheça melhor, se entenda e aprenda a lidar melhor com o imprevistos da vida.

Seja grato, mas entenda que TODO MUNDO também está vulnerável.