Resenha do livro: Caligrafia para relaxar – Amy Latta

De um tempo para cá eu comecei a ser a louca das letterings. Não que eu seja expert em fazê-las, mas sigo apaixonada por algumas pessoas que fazem e expressam pura criatividade nos papéis por aí. Alô @tatimatsumoto

Interessadíssima em saber como funcionavam as letterings que via por aí, resolvi procurar aprender de uma forma que fosse flexível, que eu poderia me dedicar quando realmente tivesse um tempo e que não precisasse mexer no bolso, pelo menos até ter certeza de que é isso que eu gosto e que realmente quero aprender.

Aí em um dia qualquer, passeando pela Saraiva eu vi esse livro

Caligrafia para relaxar é uma graça primeiramente pela capa, né?

Dentro dele têm diversos exercícios de letras, composições e decorações como faixas, guirlandas e ramos de flores. Além de algumas dicas para usar aquarela na hora de escrever.

Entre um exercício e outro também tem espaços para praticar. Eu particularmente prefiro treinar em papel sulfite para não estragar o livro e ficar marcado de borracha, mas aí vai de cada um 🙂

Outra coisa bem legal é que logo no começo tem uma lista com sugestões de materiais como tipos de papéis, lápis e canetas para investir.

O livro custou R$50,00 e comprei na Saraiva online. Achei que valeu muito a pena porque demora para esgotar o conteúdo.

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Como o Luke surgiu na nossa vida

11 de abril era um dia qualquer de trabalho. Desses que a gente não espera muita coisa e cumpre as tarefas cotidianas. Aí eu recebi uma mensagem de alguém que eu não via desde o ensino médio.

Nem lembro o que eu estava fazendo, só lembro que comecei a pesquisar tudo o que podia sobre Goldens Retrievers, como cuidar deles e quais as doenças mais propícias da raça, porque né… é bem comum de acontecer e certas coisas infelizmente exigem nossa preparação desde o começo. Falei para os meus pais, eles ficaram empolgados, começaram a pesquisar também.

Ficamos na dúvida, mas já estava quase na hora de sair do trabalho e eu queria muito ir buscá-lo logo. No mesmo dia, eu que nem conhecia o Vinicius direito, falei “VAMOS BUSCAR O LUKE?”. Para minha sorte ele falou “VAMOS”.

Quando chegamos lá, descobri que o Luke da foto era totalmente diferente do Luke real e a primeira coisa que fiz foi mandar fotos para meus pais, mas quando eles falaram que era melhor esperar já era tarde demais. Estávamos a caminho de casa com aquele urso dentro do carro e mais quatro pessoas chocadas com o tamanho daquele cachorro. Ele estava acima do peso, precisava comer menos e fazer alguns exercícios.

Ele era muito maior do que eu imaginei e não estava em uma situação muito favorável, coitado. O antigo dono estava em outro estado pois já havia se mudado e estava apenas em período de transição de documentos e procurando alguém que pudesse ficar com ele, ou seja, ele já estava sozinho há algum tempo. 

Quando chegamos em casa, meus pais ficaram um pouco preocupados com o que viria pela frente e minha conversa com o Vinicius via whatsapp foi: 

  •  Acho que meus pais não vão ficar com ele (21:00, 11/04/2018)
  • Sério? Pq? (21:01, 11/04/2018)
  • Pq ele é muito grande e a gente não sabe se vai conseguir cuidar (21:02, 11/04/2018)
  • Entendi (21:03, 11/04/2018)

Mas no dia seguinte quando acordei, minha mãe saiu do banho e disse: Vamos ficar com ele, vai.

  • A GENTE VAI FICAR COM ELE SIMMM (06:00, 12/04/2018)
  • BOM DIA (06:01, 12/04/2018)

E assim começou a nossa história juntos. Com alguns (MUITOS) pêlos de cachorro no carro de um cara que eu nem conhecia direito, com um pouco de medo considerando que tínhamos que levar o Luke no veterinário e por conta da situação dele, não sabíamos quanto$ dinheiros íamos gastar e com uma gatinha em casa para se acostumar, mas acima de tudo com muito amor e empolgação. 

Luke veio para ficar, algumas bagunças para arrumar porém com muito amor para dar.

Um fim de semana em Ilhabela

Quem me segue lá no Instagram viu que fui para Ilhabela no fim de semana passado, mas como não falei nada sobre planejamento e organização, preparei esse post para compartilhar um pouco mais as coisas que deram certo por aqui. Claro que, cada viagem é uma viagem e cada bolso é um bolso hahaha. Vale ver o que funciona para vocês 🙂

A data

A primeira coisa que pensamos é a data, porque dependendo da época do ano, tem muitas datas indisponíveis nas acomodações devido à alta temporada. Além disso tem a questão de conciliar com as férias, que aliás é um ponto extremamente importante por aqui. Em Campos do Jordão eu não estava de férias da faculdade então fiquei um pouco apreensiva com entrega de trabalho. Na última viagem eu tinha prova no inglês. Tive que faltar e repor a aula depois. Enfim…Cuidado com as datas!

Airbnb

Eu nem escrevo acomodação, hotel ou pousada porque até agora a gente só teve experiência boa com o Airbnb e não trocamos por nada.

Antes de Campos até vimos algumas opções de hotel e pousada, mas por aqui o Airbnb foi a primeira opção dessa vez. Alugamos uma casinha super fofa rodeada de mato e com uma pedra gigante que atravessava a cozinha da casa. Quando senti a vibe da casa me apaixonei e falei: É ESSA!

Mesmo que a gente mais passeie do que fique na casa, um lugar que é a cara da cidade e rodeado de elementos que a gente gosta dá um aconcheguinho diferente e faz toda a diferença, sério! Sempre que for possível, é claro.

Preparando o bolso

Essa é a segunda vez que viajo com o Vinicius e é engraçado que a gente sempre acha que vai dar tudo errado, mesmo planejando com meses de antecedência. Dá um frio na barriga toda vez que algum imprevisto financeiro acontece, principalmente quando já reservamos e pagamos a hospedagem. A gente tem que se controlar muito para economizar, mas ajuda muito estabelecer uma meta estipulando valores altos para cada gasto. Por exemplo:

  • Gasolina – R$200,00
  • Balsa – R$150,00
  • Alimentação – R$400,00

Mesmo que a gente saiba que não vai gastar R$400,00 com comida e R$150,00 com balsa, a gente joga valores altos para ter uma meta mais clara e acabar voltando com dinheiro sobrando ou ter um pouco mais caso queira comprar uma lembrancinha ou algo do tipo.

Além dessas dicas que deram certo comigo, eu postei um video no meu canal do YouTube com diversos momentos da nossa viagem. Espero que gostem 🙂

Sobre a calma

A calma desse fim de semana era tudo o que eu precisava. Sabe aquela história de que viajar é bom, mas voltar pra casa é melhor ainda? Hoje não.

Hoje eu só queria ter mais tempo ou voltar na sexta-feira em que pegamos a estrada rumo a um lugar totalmente novo, mas que tínhamos certeza que seria uma experiência incrível. E foi. Mas queria mais um pouquinho

Hoje eu queria ter continuado lá por mais alguns dias. Ficar longe do caos dessa cidade grande, do trabalho e da vida de gente grande até ter 100% da minha saúde mental de volta era tudo o que eu mais queria agora.

Viajar é bom, voltar pra casa também é bom, mas às vezes é preciso descansar um pouquinho mais do que conseguimos em um fim de semana, nem que seja em uma casinha de dois cômodos no meio do mato com duas pedras gigantes invadindo os ambientes. Queria um tempo que desse para recuperar o estrago que uma semana, um mês e um ano difícil fazem com a gente.

Cada um tem sua realidade e já que não podemos voltar no tempo, voltemos para ela então.

Dicas que fazem a diferença para quem tem um cachorro grande e peludo

Quando me perguntaram se eu podia ficar com o Luke, a primeira coisa que fiz foi pesquisar como era cuidar de um Golden Retriever. A maioria dos blogs, sites e vídeos que vi falavam sobre os gastos com comida, banho e adestramento. Quando a gente pesquisa algumas coisas, é extremamente importante tentar adaptar para a nossa realidade. Vi pessoas falando que gastavam mais de 600 reais por mês com tudo isso e particularmente eu não poderia. Além disso, muito do que eu li e ouvi me assustou no sentido de: se eu não fizer tal coisa, não estarei cuidando dele direito. Resultado: comecei a transformar tudo em regra e cheguei a questionar se eu deveria ficar ou não com ele.

Mas a verdade é que a gente precisa de experiência e muito do que eu vi que era considerado um gasto a mais, poderia se transformar em mais tempo e menos dinheiro envolvido. Estava aproveitando para testar algumas coisas que funcionaram melhor por aqui e separei algumas dicas que me ajudam MUITO com os cuidados do Luke.

  • Aspirador/soprador – Além de ser muito grande, o Luke tem muito pelo e só o secador, mesmo quente, não aguenta sozinho. Em casa nós temos um aspirador de pó daqueles modelos com soprador e quando damos banho no Luke, ESSE NEGÓCIO SALVA A VIDA! Sabe quando fica um aglomerado de fios acumulando água? Então. O ‘soprador’ faz com que os pelos se separem e não acumulem água. Fica muito mais fácil e rápido de secar.
  • Escovação diária (ou quase) – Dedicar uns 10/15 minutinhos do dia, nem que seja à noite depois do trabalho, para escovar os pelos do Luke tem me ajudado MUITO a controlar os tufos voando pelo quintal igual em filmes de faroeste. A dica da dica é: escovação no sentido contrário do crescimento dos pelos. Quando ele está sentado eu passo a escova de baixo para cima nas costas. Isso faz com que não só saia os que estão soltos em cima, mas também os que ficam presos entre os outros fios. Alguns dias são mais corridos do que outros, mas o importante é manter uma frequência.
  • Alimentação – uma das coisas que mudamos no Luke foram seus hábitos alimentares. Ele tinha um pote de ração enorme com comida à vontade na antiga casa e ninguém controlava a alimentação dele. Isso é ruim não só por uma questão de estética, mas por uma questão de saúde também. Ele chegou em casa muito acima do peso que ele deveria ter, tanto que os cotovelos dele estavam até ‘carecas’ porque além de ser pesado, ele não era ativo, não tinha espaço, enfim… ele provavelmente ficava deitado o dia inteiro e até hoje não cresceram pêlos o suficiente para cobrir o cotovelo. Cada cachorro tem uma porção adequada de acordo com o porte e peso. Os pacotes de ração geralmente indicam, mas nada como um bom veterinário para ajudar. Além disso, melhor do que comprar esses ossinhos e snacks industrializados é investir em snacks naturais como cenoura, abóbora, brócolis, etc. além de tudo são mais saudáveis, principalmente se cozidos no vapor. O Luke emagreceu muito desde que chegou e hoje tem uma aparência muito mais saudável.

Cada cachorro precisa de um cuidado diferente de acordo com seu temperamento e personalidade, claro que, se ele for de raça, dependendo de qual for também tem alguns cuidados específicos, mas foi isso que funcionou por aqui.

Assim que soube do Luke, fiquei empolgada com a ideia de ter um Golden Retriever sem apoiar o ‘mercado’ de filhotes na qual eu sou totalmente contra, mas ao mesmo tempo fiquei pensando se teria condições de manter um cachorro de raça.

Será que ele realmente precisaria tomar banho no pet shop toda semana? Será que ele realmente precisaria de um super treinamento com adestrador? Nem sempre a resposta para todos esses tipos de pergunta é ‘SIM’. É importante sabermos o que é necessidade e o que é luxo e colocar na balança. É importante pensar nisso por conta das emergências que podem surgir e a reserva financeira que pode não ter.

O Luke já não é mais filhote e também não é castrado ainda e claro que isso dificulta um pouco no adestramento, principalmente do xixi, mas não chega a ser algo que não dá para se conviver. Tem que ter paciência e disposição. Além disso, ele já sabia dar uma patinha e aqui em casa aprendeu a dar a outra. Não é impossível ensinar, mesmo que ele já seja grandinho.

Mas o mais importante de tudo! 

Independente do que for fazer e de como ele for, cuide do seu bichinho com amor 🙂