Dicas que fazem a diferença para quem tem um cachorro grande e peludo

Quando me perguntaram se eu podia ficar com o Luke, a primeira coisa que fiz foi pesquisar como era cuidar de um Golden Retriever. A maioria dos blogs, sites e vídeos que vi falavam sobre os gastos com comida, banho e adestramento. Quando a gente pesquisa algumas coisas, é extremamente importante tentar adaptar para a nossa realidade. Vi pessoas falando que gastavam mais de 600 reais por mês com tudo isso e particularmente eu não poderia. Além disso, muito do que eu li e ouvi me assustou no sentido de: se eu não fizer tal coisa, não estarei cuidando dele direito. Resultado: comecei a transformar tudo em regra e cheguei a questionar se eu deveria ficar ou não com ele.

Mas a verdade é que a gente precisa de experiência e muito do que eu vi que era considerado um gasto a mais, poderia se transformar em mais tempo e menos dinheiro envolvido. Estava aproveitando para testar algumas coisas que funcionaram melhor por aqui e separei algumas dicas que me ajudam MUITO com os cuidados do Luke.

  • Aspirador/soprador – Além de ser muito grande, o Luke tem muito pelo e só o secador, mesmo quente, não aguenta sozinho. Em casa nós temos um aspirador de pó daqueles modelos com soprador e quando damos banho no Luke, ESSE NEGÓCIO SALVA A VIDA! Sabe quando fica um aglomerado de fios acumulando água? Então. O ‘soprador’ faz com que os pelos se separem e não acumulem água. Fica muito mais fácil e rápido de secar.
  • Escovação diária (ou quase) – Dedicar uns 10/15 minutinhos do dia, nem que seja à noite depois do trabalho, para escovar os pelos do Luke tem me ajudado MUITO a controlar os tufos voando pelo quintal igual em filmes de faroeste. A dica da dica é: escovação no sentido contrário do crescimento dos pelos. Quando ele está sentado eu passo a escova de baixo para cima nas costas. Isso faz com que não só saia os que estão soltos em cima, mas também os que ficam presos entre os outros fios. Alguns dias são mais corridos do que outros, mas o importante é manter uma frequência.
  • Alimentação – uma das coisas que mudamos no Luke foram seus hábitos alimentares. Ele tinha um pote de ração enorme com comida à vontade na antiga casa e ninguém controlava a alimentação dele. Isso é ruim não só por uma questão de estética, mas por uma questão de saúde também. Ele chegou em casa muito acima do peso que ele deveria ter, tanto que os cotovelos dele estavam até ‘carecas’ porque além de ser pesado, ele não era ativo, não tinha espaço, enfim… ele provavelmente ficava deitado o dia inteiro e até hoje não cresceram pêlos o suficiente para cobrir o cotovelo. Cada cachorro tem uma porção adequada de acordo com o porte e peso. Os pacotes de ração geralmente indicam, mas nada como um bom veterinário para ajudar. Além disso, melhor do que comprar esses ossinhos e snacks industrializados é investir em snacks naturais como cenoura, abóbora, brócolis, etc. além de tudo são mais saudáveis, principalmente se cozidos no vapor. O Luke emagreceu muito desde que chegou e hoje tem uma aparência muito mais saudável.

Cada cachorro precisa de um cuidado diferente de acordo com seu temperamento e personalidade, claro que, se ele for de raça, dependendo de qual for também tem alguns cuidados específicos, mas foi isso que funcionou por aqui.

Assim que soube do Luke, fiquei empolgada com a ideia de ter um Golden Retriever sem apoiar o ‘mercado’ de filhotes na qual eu sou totalmente contra, mas ao mesmo tempo fiquei pensando se teria condições de manter um cachorro de raça.

Será que ele realmente precisaria tomar banho no pet shop toda semana? Será que ele realmente precisaria de um super treinamento com adestrador? Nem sempre a resposta para todos esses tipos de pergunta é ‘SIM’. É importante sabermos o que é necessidade e o que é luxo e colocar na balança. É importante pensar nisso por conta das emergências que podem surgir e a reserva financeira que pode não ter.

O Luke já não é mais filhote e também não é castrado ainda e claro que isso dificulta um pouco no adestramento, principalmente do xixi, mas não chega a ser algo que não dá para se conviver. Tem que ter paciência e disposição. Além disso, ele já sabia dar uma patinha e aqui em casa aprendeu a dar a outra. Não é impossível ensinar, mesmo que ele já seja grandinho.

Mas o mais importante de tudo! 

Independente do que for fazer e de como ele for, cuide do seu bichinho com amor 🙂

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Uma breve reflexão sobre viver no automático

“As pessoas vivem no automático”. Cansei de ouvir essa frase por aí e confesso que depois de um tempo ela se tornou um pouco vazia. Ficava me perguntando o que era, de fato, até que duas situações aconteceram durante o fim de semana:

Estava com uma amiga no curso de inglês no sábado. Entre as duas aulas nós temos alguns minutos de intervalo para tomar um café. Geralmente a garrafa do café fica do lado esquerdo e a do chá, do lado direito. Minha amiga, café lover, foi direto no lado esquerdo, como sempre faz. Quando tomou… “eita, eu peguei chá”, “nossa, a garrafa está trocada hoje” a outra disse. “Hahaha, isso que dá viver no automático”, brinquei, mas não esqueci.

No domingo à noite resolvi fazer creme de abóbora. Cortei, cozinhei o suficiente no vapor para tirar a casca dura e na hora de temperar e deixar derreter para amassar, peguei o potinho de tempero que tem alguns furinhos e chacoalhei como sempre chacoalho: com força porque às vezes custa sair. Quando o fiz, caiu o pote inteiro de cominho dentro da minha abóbora. Sorte que ainda não estava derretida e eu consegui lavar. Meu creme ficou uma delícia e sem gosto de cominho. Pensei que era a vida me dando uma chance de pensar sobre isso e deu vontade de escrever.

Estou tentando encontrar um desfecho para as duas histórias bobas, mas não consigo simplesmente concluir com um “é isso”, porque isso me fez desacelerar para pensar e escrever. Depois disso, difícil não repensar em como se vive, né? A questão deixa o âmbito da situação cotidiana isolada e se torna uma reflexão com muitas outras histórias que compõem a ideia de viver no automático.

Talvez o desfecho desse texto seja um convite. Um convite a repensar as coisas que a gente faz automaticamente e aproveitar mais a imersão de certos momentos da vida. Prestar mais atenção no que está em volta.

A gente não tem ideia do tanto de coisas que perde quando faz as coisas por fazer. Acaba vivendo só por viver e deixa um monte de coisas passar.

Aproveite. O tempo voa e a gente nem vê.

Ele

A vida é danada e adora surpreender a gente, não canso de dizer. E quando a gente fala de amor, eita que ela adora ir totalmente ao contrário do que a gente espera.

Ela é doida pra colocar alguém na nossa vida quando e de um jeito que a gente nunca imagina, mas quer saber? São essas as que mais tem chance de dar certo. A vida sabe o que faz, a gente às vezes só precisa confiar.

O amor está onde ele tem que estar e é como tem que ser. A gente imagina alguém com as características que a gente gosta, mas às vezes ele não se parece nada com quem a gente imagina.

Eu sempre imagino que o cara que conheço vai gostar das mesmas séries que eu, que ele vai tocar violão pra mim cantando a minha música favorita e que ele vai ter barba.

Hã hã, meu bem. A vida adora surpreender. Volto a dizer, quantas vezes forem necessárias.

Ele não tem barba, não sabe tocar violão e não entende as minhas referências de FRIENDS. Ele nem conhece a maioria das músicas que eu mais gosto.

Só que, de todos os caras que já conheci, dele eu não desgrudei e não pretendo. Tentei fugir, mas não deu. Fiquei com medo e ele também, mas depois de combinado, nossa segurança somos nós mesmos e foi no abraço dele que me encontrei.

Ele é das coisas mais simples. Mesmo que a gente tenha que esperar virar o mês pra poder ir em um lugar diferente, o mês vira e o lugar diferente fica para o próximo mês e a gente não se importa porque sente que vai ter um tempão para ir para onde quiser, juntos, sabe? E assim a gente fica em casa, pede uma pizza, faz um risoto ruim e bebe um vinho. Aprendi que esses são os momentos em que um aprende mais sobre o outro (e por aqui, sobre biologia e lagartos também).

Não importa como esse alguém seja. Todo mundo merece alguém com quem possa ser quem é, com todas as imperfeições. E mesmo sem saber onde vai dar, a gente não se importa de falar para os nossos amigos, com orgulho, quem ele é. Porque ele tem defeitos sim, mas é alguém que quando está na nossa vida, traz sorte. Ele é uma pessoa e tanto! Daquelas que aguentam os dias mais infernais e as TPMs mais pesadas. Ele faz questão. E mesmo com a minha vontade de mandar todo mundo pro outro lado do planeta, ele fica ali, em silêncio, só para ficar perto. E eu fico olhando e pensando que talvez ele realmente goste de mim de verdade.

E não me importo de não saber se vai dar certo ou não. A gente raramente tem 100% de certeza das coisas, não é?

Sentimento não tem um tempo padrão para começar a acontecer. A gente conhece e fala sobre tanta gente que vem e vai, faz mil planos com um entusiasmo que não sei de onde vem e muitas vezes dá errado e com ele não é diferente. Talvez ele fique, porque sempre penso isso de todo mundo. E mesmo se não ficar, sei que tudo vai ficar bem.

Mas se ele ficar, eu sei que toda a paz que eu procurava

Eu encontrei nele.

A influencia não está nos números. A influência está no que você diz

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Já perdi as contas de quantas vezes pensei em desistir de escrever na internet por achar que as coisas só eram válidas quando a gente se tornava famoso, passava a ganhar muitos seguidores e muitas curtidas por dia.

Só que não.

Os números são apenas consequência e isso não quer dizer que só conta o que essas pessoas com 20, 30 ou 40 mil seguidores dizem e compartilham. Muito pelo contrário. Quem tem 500 ou 1000 também tem responsabilidade pelo que diz para o outro, porque sempre tem alguém que lê o que você escreve, que anota suas dicas ou que é “influenciado” por você de alguma forma.  Podem ser seus amigos e podem ser pessoas que te seguem. E não só na internet isso acontece.

A influência não está nos números, está no que você diz. E digo isso porque já me fizeram pensar melhor sobre algumas coisas, assim como já fiz pessoas pensarem também a partir de algo que eu disse. E é essa troca que importa muito mais do que ter 1 milhão de seguidores. De verdade, a gente pode aprender um com os outros, independente dos números.

É muito boa a sensação de saber que acrescentamos algo na vida de alguém quando recebe agradecimentos. Uma leitora correu 2KM na rua e disse que fui sua inspiração, mesmo que eu também esteja no processo de melhorar minhas corridas. Indiquei o tênis que uso, ela comprou e gostou também. E um tênis é só um exemplo.

Quando vamos juntos me motivo a continuar e a fazer mais, porque a gente pode sim deixar coisas boas pelo mundo, às vezes só compartilhando o que o coração tem a dizer, independente de quantos seguidores a gente tenha. Às vezes a gente sente e consegue traduzir o que o outro sente também. Sem querer.

Para espalhar coias boas e torcer pelos outros não é preciso ter milhões de seguidores.  

A gente se apoia e conhece melhor quem tá do outro lado e entende que tá todo mundo aprendendo algo novo todo dia, inclusive nós mesmos. É importante sermos verdadeiros com o que compartilhamos e tudo é uma construção que fazemos no dia a dia.

Aprendemos e ensinamos.

Dentro e fora da internet.

Luke: Catioro ou urso?

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Você chegou na minha estação do ano favorita. Ainda é outono por aqui, mas com você é outono o ano inteiro com a cor desses teus olhos de quem já é mais feliz por aqui.

Você surpreendeu a gente. Continua me fazendo sorrir durante o dia quando lembro de você e olha que você só está aqui há uma semana (e um dia hoje). Sabe aquela frase “já era amor antes de ser”? Era sim. A gente nem se conhecia e quando se conheceu eu não tive medo de te apresentar aos meus amigos e às pessoas que me conhecem nas redes sociais, mesmo não sabendo ao certo se íamos dar conta do ursão que você é. Mas no dia seguinte ela aqui em casa já decretou ao acordar: vamos ficar com ele!

E agora tô aqui, te apresentando a quem lê esse blog. Dizer que espero aproveitar muito mais a vida com você, porque quando minha Lilizinha chegou, eu era um toquinho de gente, e quando entendi a vida, ela se foi sem quase não deixar lembranças da boa fase em mim.

Agora a vida me deu mais uma oportunidade de aprender mais com quem não diz o mesmo idioma que eu, mas que na prática sabe mostrar que pra ser feliz não precisa de muito. Só precisa de espaço pra correr e uma bolinha pra pegar. Ah, e um balde de água pra se hidratar.

Ah, meu bem, acredite em mim. Quando te vi naquela varanda meu coração se apertou. Você sozinho sem entender direito o que ia acontecer. Não sabia bem pra onde ia, mas já viramos parças de janela no carro dele. Você chegou em casa e eu descobri que o momento feliz do seu dia é o de comer cenoura. Mas tem que ser morninha. Descobri numa segunda-feira de manhã.

Faço questão de dividir meus vegetais com você se você me prometer que vamos correr juntos por aí como se não houvesse amanhã (e se você fazer amizade com a Rose, vai).

Seja bem-vindo, Luke (mas não o Skywalker) ❤