A influencia não está nos números. A influência está no que você diz

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Já perdi as contas de quantas vezes pensei em desistir de escrever na internet por achar que as coisas só eram válidas quando a gente se tornava famoso, passava a ganhar muitos seguidores e muitas curtidas por dia.

Só que não.

Os números são apenas consequência e isso não quer dizer que só conta o que essas pessoas com 20, 30 ou 40 mil seguidores dizem e compartilham. Muito pelo contrário. Quem tem 500 ou 1000 também tem responsabilidade pelo que diz para o outro, porque sempre tem alguém que lê o que você escreve, que anota suas dicas ou que é “influenciado” por você de alguma forma.  Podem ser seus amigos e podem ser pessoas que te seguem. E não só na internet isso acontece.

A influência não está nos números, está no que você diz. E digo isso porque já me fizeram pensar melhor sobre algumas coisas, assim como já fiz pessoas pensarem também a partir de algo que eu disse. E é essa troca que importa muito mais do que ter 1 milhão de seguidores. De verdade, a gente pode aprender um com os outros, independente dos números.

É muito boa a sensação de saber que acrescentamos algo na vida de alguém quando recebe agradecimentos. Uma leitora correu 2KM na rua e disse que fui sua inspiração, mesmo que eu também esteja no processo de melhorar minhas corridas. Indiquei o tênis que uso, ela comprou e gostou também. E um tênis é só um exemplo.

Quando vamos juntos me motivo a continuar e a fazer mais, porque a gente pode sim deixar coisas boas pelo mundo, às vezes só compartilhando o que o coração tem a dizer, independente de quantos seguidores a gente tenha. Às vezes a gente sente e consegue traduzir o que o outro sente também. Sem querer.

Para espalhar coias boas e torcer pelos outros não é preciso ter milhões de seguidores.  

A gente se apoia e conhece melhor quem tá do outro lado e entende que tá todo mundo aprendendo algo novo todo dia, inclusive nós mesmos. É importante sermos verdadeiros com o que compartilhamos e tudo é uma construção que fazemos no dia a dia.

Aprendemos e ensinamos.

Dentro e fora da internet.

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Luke: Catioro ou urso?

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Você chegou na minha estação do ano favorita. Ainda é outono por aqui, mas com você é outono o ano inteiro com a cor desses teus olhos de quem já é mais feliz por aqui.

Você surpreendeu a gente. Continua me fazendo sorrir durante o dia quando lembro de você e olha que você só está aqui há uma semana (e um dia hoje). Sabe aquela frase “já era amor antes de ser”? Era sim. A gente nem se conhecia e quando se conheceu eu não tive medo de te apresentar aos meus amigos e às pessoas que me conhecem nas redes sociais, mesmo não sabendo ao certo se íamos dar conta do ursão que você é. Mas no dia seguinte ela aqui em casa já decretou ao acordar: vamos ficar com ele!

E agora tô aqui, te apresentando a quem lê esse blog. Dizer que espero aproveitar muito mais a vida com você, porque quando minha Lilizinha chegou, eu era um toquinho de gente, e quando entendi a vida, ela se foi sem quase não deixar lembranças da boa fase em mim.

Agora a vida me deu mais uma oportunidade de aprender mais com quem não diz o mesmo idioma que eu, mas que na prática sabe mostrar que pra ser feliz não precisa de muito. Só precisa de espaço pra correr e uma bolinha pra pegar. Ah, e um balde de água pra se hidratar.

Ah, meu bem, acredite em mim. Quando te vi naquela varanda meu coração se apertou. Você sozinho sem entender direito o que ia acontecer. Não sabia bem pra onde ia, mas já viramos parças de janela no carro dele. Você chegou em casa e eu descobri que o momento feliz do seu dia é o de comer cenoura. Mas tem que ser morninha. Descobri numa segunda-feira de manhã.

Faço questão de dividir meus vegetais com você se você me prometer que vamos correr juntos por aí como se não houvesse amanhã (e se você fazer amizade com a Rose, vai).

Seja bem-vindo, Luke (mas não o Skywalker) ❤

Tartarugas até lá embaixo – John Green

Quando a gente entra na faculdade, pouquíssimos são os livros obrigatórios que nos prendem do início ao fim, até porque os livros de teorias são densos demais para serem devorados, né?

Só que, eu vi muuuuita gente falando sobre Tartarugas Até Lá Embaixo do John Green. Já conhecia o autor por ter lido A Culpa é Das Estrelas. Fiz uma lista de livros que eu quero ler na vida e esse estava entre os primeiros. Dei um jeitinho de encaixá-lo na rotina, mesmo tendo que ler os textões da faculdade.

O que eu mais gostei nesses dois livros foi a forma leve de contar a história. Não sei os outros do John Green, mas parece que ele tem essa forma leve de contar uma história. Já tentei ler Game of Thrones por exemplo, mas não faz muito meu estilo de leitura, sabe? (Mas da série eu gosto!)

Só que é incrível como tem alguns livros que prendem a gente de um jeito que até dói o coração trabalhar com ele do lado sem abrir e passar um tempinho lendo durante o dia hahaha

De um modo bem geral, a história fala sobre Aza Holmes, sua melhor amiga Daisy, seu amigo/crush Davis, filho de um empresário bilionário desaparecido (Russell Pickett). Sua amiga Daisy a convence que elas precisam encontrar esse homem porque a recompensa é de 100 mil dólares e Aza possui a vantagem de já conhecer o Davis.  Elas começam o CSI atrás do bilionário. Seguem as notícias no rádio, nos jornais e realmente começam a investigar essa história.  

Eu devorei o livro em menos de uma semana, mas em dois dias já tinha lido quase 100 páginas. A leitura é daquelas que fluem muito e os diálogos do livro são super filosóficos e profundos. Me fizeram suspirar várias vezes.

A história é muito diferente de tudo o que eu já li até agora, principalmente porque nunca li um livro em que a protagonista tem TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo). Tudo na história é muito simples e sincero. Acho que foi justamente essa simplicidade que fez com que a leitura fluísse super bem comigo. Sou apaixonada pelos livros com histórias leves.

‘O senhor não está entendendo. São tartarugas até lá embaixo’

Apesar do sumiço de Russell Pickett, a história gira muito mais em torno da confusão da mente de Aza e como isso afeta suas ações. John Green descreve muito bem as agonias da Aza porque ele também passa por isso, então quem lê esse livro realmente mergulha no universo de quem tem TOC.

Tartarugas até lá embaixo é muito mais que um livro sobre uma garota que tem TOC e que vai atrás de um homem desaparecido. Fala sobre amizade, empatia e a vida.

De onde vem o amor

O amor está em muitos lugares, a gente só tem que saber olhar

O amor está na lambida do cachorro, nos pelo do gato que ficam na sua calça preta quando ele pede carinho.

O amor está no cházinho quente num dia frio ou no ar condicionado do escritório que às vezes é mais frio que o inverno inteiro, mas também está no sorvete gelado num dia quente.

O amor está na árvore quando perde as folhas no outono, que voltam a crescer na primavera.

O amor está no cheiro do livro novo, no balanço da rede de um dia preguiçoso, no cheiro do pão caseiro, do bolo e do café quentinho.

O amor está no beijo da mãe, no abraço da vó, no conselho do pai e nas risadas dos seus melhores amigos.

O amor está no seu filme favorito, na forma com que você cuida do seu corpo, no jeito que você dança.

O amor também está nas pequenas coisas. Cada um vê de um jeito. Há uma infinidade de lugares para se procurar e mais uma infinidade de lugares em que ele se manifesta. O amor está nas suas coisas favoritas da vida!

O amor está dentro de você 🙂

Notas sobre um coração partido

É quando a gente percebe que a vida é como ela quer ser.

É quando dizem que aquele não vai ser o último e no fundo a gente sabe disso, mas nunca te preparado.

É o frio na barriga de achar que nunca vai ficar tudo bem de novo, mas fica.

É como se por algum tempo a gente esquecesse do que já aprendeu e por mais que aconteça muito na vida, sempre dói como se fosse a primeira vez.

É quando a gente mais precisa de amor próprio (e cafuné de miga).

É quando a gente assiste aqueles filmes de derreter a manteiga porque eles trazem a esperança de que tudo fica bem de algum jeito no final

É quando a gente escreve as coisas que ninguém vai ler…

É como meu coração fica quando você sai pela porta da minha vida

É quando a gente chora para lavar a alma e é um clichês dizer que faz um bem danado lavar a alma assim. De dentro pra fora. E é de clichê em clichê que a gente não pode esquecer: tudo na vida passa!