Não desiste, não

Inspirada logo em Isabela Freitas para começar esse texto, porém com um tema um tanto quanto diferente do livro “Não se apega, não”.

Hoje, exatamente hoje, dia 08 de novembro de 2019 meu coração ficou quentinho. Só quem está mais próximo de mim sabe como esse semestre está sendo difícil na faculdade e como, cada vez mais, o blog e todas as coisas que eu gosto tanto de fazer tem ficado de lado.

Mas hoje eu conheci a Maria Fernanda (Mafer, mas só pra quem pode, tá? Brincadeira). A Mafer foi lá na faculdade falar um pouco sobre o trabalho dela no @Desavesso. Ela, junto com a Nicoly (que nem conheço mas já to chamando de xará por aí) falam sobre moda sustentável e afins.

Depois de apresentar o trabalho dela, eu, meio acanhada perguntei: como você lidou/lida com a vergonha dos seus amigos e conhecidos?

É que assim gente, eu tenho mais vergonha de quem eu conheço do que de quem eu não conheço hahaha. Minhas amigas da faculdade, as pessoas com quem trabalho, meus amigos… eu viro um pimentão quando falam de algum conteúdo meu, mesmo que seja para elogiar.

E ela respondeu: olha, a gente pressupõe que os nossos amigos são aqueles que vão sempre apoiar a gente, né? Não deixa de fazer algo só porque alguém te zoou (porque sim, já me zoaram e eu pensei mil vezes em desistir).

A real é que o meu problema está muito atrelado às outras pessoas. Ao que vão achar, se vão me zoar, se vão rir ou se vão me perguntar quem sou eu na fila do pão para falar sobre esse ou aquele assunto.

E o que ela me disse hoje eu repasso aqui: SÓ FAZ! Porque fazendo a gente tem chance de crescer. Se você não desenvolver seus projetos, ninguém fará isso por você!

A gente tem que se preocupar sim se o nosso conteúdo é relevante e se a gente consegue transmitir uma mensagem clara para o nosso público, mas isso a gente constrói com tempo e estudo. Não desiste do hobby que você tem vontade de transformar em trabalho, não desiste daquele projeto que você tem. Dedique um pouquinho do seu tempo a ele e se importe um pouco menos com as outras pessoas. Para estar aqui tem que ter coragem! E olha onde a gente já chegou, isso significa que somos corajosos. Já imaginou até onde você consegue chegar?

Tá liberado tentar, errar e ir adequando e mudando até ficar 100%, só que não tá liberado desistir. Tá bem? Então tá bem.

Que a gente ria

Dia desses eu estava fazendo uma limpa no baú da minha cama. Achei uma renca de livros didáticos antigos e coisas que eu nem lembrava mais que existiam.

Para desocupar aquele espaço, resolvi colocar tudo no quartinho da bagunça que temos em casa. E lá fui eu, com uns 10 livros empilhados na mão tapando minha visão. Maldito degrau alto. Obviamente eu fui pisar no degrau para subir e caí no chão com todos os livros.

Comecei a rir, mas era aquele riso de doer a barriga, chorar, perder o ar e continuar rindo como se não houvesse amanhã. Nem lembrava quando tinha sido a última vez que ri assim. Depois de uns 2 minutos de pausa, percebi que tinha ralado a lateral do joelho no degrau. Olhei para o arranhão que sangrava e ri mais ainda.

Pior do que isso foi quando fui praticamente de cara no chão em plena avenida Santo Amaro. Até o cobrador do ônibus deu um gritinho me zoando. E eu ria como se não houvesse amanhã, mas aquele tombo doeu, então eu ri depois de saber que estava tudo bem.

Que delícia é essa coisa de rir da nossa própria cara de vez em quando. Isso faz os tombos da vida parecerem menos doloridos e as vergonhas serem superadas com rapidez. A gente precisa aceitar nossa humanidade, imperfeição e a normalidade dos tombos que levamos (principalmente os literais).

Que a gente ria, cada vez mais, da nossa cara. Que a gente ria, cada vez mais, até a barriga doer.

Que a gente ria.

Absorventes reutilizáveis

Eu demorei muito tempo para deixar de lado certos hábitos e ainda não me acostumei 100% em levar as sacolas plásticas no mercado, mas sei que os hábitos que eu puder mudar já farão uma super diferença. Pensando nisso tudo, eu decidi investir em algo que queria há um tempão e que eu ouvia muito falar por aí: absorventes reutilizáveis.

Estima-se que a mulher faz uso de cerca de dez absorventes descartáveis em cada ciclo menstrual, e de dez mil a 15 mil da puberdade até a menopausa (Dados da ECYCLE). Isso é muita coisa!

É caro? É. Pelo menos para o meu bolso, sim. Só que parei e pensei: cara, eu só vou gastar essa grana uma vez e não mais produzir esse tipo de lixo. Acho que pode valer a pena. E aí comprei para testar.

Esses aí são da Korui, uma das marcas que mais ouvi falar quando o assunto é absorvente reutilizável. Comprei um kit com 5 unidades + a bolsa que mantém o absorvente úmido e fica mais fácil de lavar depois.

Além disso tudo, vem uma tag super fofa em papel semente, que é um tipo de papel que vem com sementes embutidas. Quando acaba a utilidade, você rasga, coloca na terra e rega. Plantinhas nascerão 🙂

Testes e impressões

Esses que comprei são para fluxos normais, que é o meu caso. Existem duas opções: conforto seco e conforto natural. No próprio site eles já explicam a diferença entre eles.

Os meus são conforto natural, forrados com algodão e o tecido de cima é marrom, o que deixam mais discreto e eu prefiro.

Conforto, vazamento e praticidade

Gente, mil vezes mais confortável do que os absorventes descartáveis (para mim, tá?). Eu tenho a pele bem sensível e às vezes os descartáveis irritavam um pouco minha virilha, então foi muito bom não ter esse problema.

Não vazou por aqui! Levando em consideração meu fluxo que é OK, o de tamanho normal segurou super bem, principalmente nos primeiros dias, que é bem pior.

Eu confesso que estava com receio em ter que ficar deixando de molho para lavar os absorventes, mas gente… é um negócio tão pequeno que em 5 minutos você lava. Se realmente não der tempo de deixar de molho de manhã e já lavar à noite, você tem que ficar de olho para trocar a água caso precise e vai acumular com os demais da semana. Eu achei super de boas.

A única coisa que eu não consegui testar ainda foi a bolsinha que mantém os absorventes úmidos. Eu comprei e carrego comigo caso precise, mas geralmente não uso, então se eu usar eu compartilho depois lá nos stories 🙂

Custo-benefício

Olha gente, vou ser bem sincera… em alguns pontos eu percebo que a sustentabilidade não é uma coisa muito acessível, principalmente quando a gente tem que comprar coisas para substituir coisas.

Eu tenho ZERO arrependimentos de ter comprado, até porque realmente funcionou para mim e porque eu entendo o impacto de todo o lixo que a gente produz. Ultimamente estou realmente tentando fazer alguma coisa. Sem dizer que o custo de produção do reutilizável deve ser muito maior do que os descartáveis, levando em consideração a questão dos tecidos, da costura, a mão de obra, etc, etc.

Poréééém….

Mesmo entendendo isso e querendo fazer algo, não adianta eu só vir falar que a gente tem que se juntar ao movimento do absorvente reutilizável porque eu sei que, entre pagar $4, $5 em um pacote com 8 unidades descartáveis ou $20, $30 em 1 só, a maioria talvez pense que $30 em um só não vale a pena.

Eu penso da seguinte forma: eu investi UMA vez e não vou precisar comprar tão cedo, só se realmente estragar um e olhe lá.

Eu agradeço por poder fazer algo com relação a isso, mas também entendo as prioridades de cada um. Eu mesma demorei uns 3 ou 4 ciclos avaliando se eu poderia investir e quando o faria. Eu acho que, se a gente puder escolher e tem condições de mudar, que a gente repense e mude. Mas caso contrário, tem outras coisas que a gente pode tentar fazer pelo planeta como reduzir o consumo de água no banho, não jogar lixo nas ruas, etc. 🙂

Passeios em Campos do Jordão

Em setembro do ano passado, passamos meio fim de semana em Campos do Jordão e quase não conseguimos aproveitar a cidade. Queríamos incluir passeios turísticos, mas por conta de um evento internacional de bike a cidade estava um caos e acabamos indo embora no domingo depois do almoço.

Dessa vez, conseguimos alguns dias a mais graças ao feriado e nos dias em que as atrações estavam cheias, ainda tínhamos o dia seguinte para tentar.

Sábado

No sábado nós só andamos pela cidade para apresentá-la ao casal de amigos que foram conosco. Eles nunca tinham ido para Campos do Jordão então nós mostramos o que conhecíamos. Eu esperava que a cidade estaria movimentada, mas não esperava que estivesse tanto. Tinha muita gente na cidade, mas no fim das contas conseguimos mostrar a tudo o que conhecíamos para nossos amigos.

Domingo

Domingo foi o dia em que fiz o passeio que eu mais queria: o Baden Baden Tour.

Eles estavam passando por algumas reformas e a fábrica ficou fechada por um bom tempo. Ficamos acompanhando desde o final de maio e junho inteiro para tentar agendar um dia e horário. Até onde eu tinha pesquisado, o tour custava $30 e de brinde você ganhava uma taça bem bonita, mas por conta dessa adaptação e troca de sistemas, acabamos fazendo o tour de graça por ordem de chegada. Só foi uma pena não termos pego o brinde do tour por conta da ausência do sistema.

De qualquer forma, estava rolando uma promoção na cidade. Na compra de três cervejas Baden, você podia escolher um copo. Eram três opções e escolhemos a taça maior.

Segunda

No domingo, depois do tour, tentamos ir no teleférico, mas a fila estava mais do que quilométrica, então deixamos para segunda-feira de manhã, nosso último dia para fazer passeios.

O ingresso do teleférico custa $25 por pessoa, mas lá em cima o parque dos elefantes é gratuito e a bela vista da cidade também. Lá no morro do elefante tem diversas pessoas vendendo anéis, pulseiras, camisetas e outras lembrancinhas.

Também visitamos a fábrica de chocolates Araucária. A entrada é gratuita e você faz o tour sozinho. Conta a história da produção do cacau e tem exposição de cascas do fruto, as primeiras forminhas para moldar o chocolate, etc. Lá eles também têm a lojinha, onde compramos a mistura para fazer chocolate quente cremoso. Fiz em casa, mas não ficou nada parecido com o que tomei lá. Um dia ainda descubro qual é o segredo, mas até lá eu sigo tomando esse chocolate quente caseiro com canela.

Mesmo visitando todos esses lugares, ainda não fiz tudo o que eu queria. Ficou faltando visitar o Horto Florestal, a Pedra do Baú e o Borboletário, mas esse último tem que ser em alguma estação mais quente. Já temos tres motivos para voltar 🙂

Ah, não esquece de conferir o vlog que saiu lá no YouTube com a nossa viagem

Restaurantes em Campos do Jordão

Eu tentei fazer um vlog decente falando tudo o que fizemos em Campos do Jordão, mas ainda preciso me acostumar com a ideia de gravar vídeos nos lugares. Perder um pouco da vergonha. Sabe quando a gente gosta muito da ideia mas ainda não tem aquela autoconfiança toda? É então…

Para ficar claro, decidi compartilhar aqui no blog o intinerário da viagem, preços, restaurantes e dicas, mas no fim, vou compartilhar o vlog que gravei com os quatro dias compilados, é que realmente não expliquei nada no vídeo :/

Para começar, vamos falar de comida que era uma preocupação da turma, mas vou fazer outros posts falando sobre a nossa estadia, os passeios, dicas, etc.

Para contextualizar

Chegamos em Campos do Jordão no sábado (06/07) na hora do almoço e ficamos até terça-feira (09/07) de manhã. Alugamos um Airbnb e só podíamos entrar na casa a partir das 15:00 no sábado.

Levamos algumas coisas de casa como macarrão, leite, pães e frios. Mas acabamos comendo mais na rua do que em casa, exceto pelo café da manhã que sempre foi feito na casa com as coisas que levamos.

O$ restaurante$$$$

Apesar da alta temporada, achei que os preços estavam bem parecidos com os de setembro, tirando alguns lugares como o Coquelicot, onde comemos fondue doce por um preço beeeeem menor do que estava agora em julho. Procuramos lugares acessíveis para almoçar e jantar em Campos do Jordão, mas acabamos gastando em média de $100 a $120 por refeição dividido por casal, exceto pela noite de fondue, que encontramos um restaurante com sequência de carne, queijo (com pão e batata) e doce por $68 por pessoa fora as bebidas e o serviço. Resumindo: era mais ou menos o que eu esperava com relação aos preços.

Sábado

Almoçamos no Lyon, um restaurante dentro do shopping Pátio Paris e demos uma volta bem rápida pelo capivari. Acabei comendo um crepe na rua ($10). Entramos na casa e acomodamos nossas malas. Foi um dos dias mais frios da viagem, então nos encolhemos e capotamos durante a tarde. Acordamos à noite e decidimos andar pela cidade. Estávamos sem fome porque almoçamos tarde então só tomamos chocolate quente ($10) e vinho quente ($8).

Domingo

Foi o dia mais gostoso, mas também o mais caro em termos de refeição. Tomamos café na casa ($0) e saímos para passear (conto mais detalhes dos passeios da viagem aqui). No almoço relembramos nossa querida provoleta no La Galia ($48) que é uma rodela de provolone com tomate seco servido com pães franceses. Nos apaixonamos por ela em setembro e voltamos para relembrar.

Andamos um pouco mais pela cidade e depois voltamos para a casa. Capotamos de novo e saímos para comer fondue na Casa Suíça, onde encontramos a sequência de carne, queijo e chocolate por $68 por pessoa. Nesse dia fizemos amizade com o garçom, que nos serviu super bem e era super legal.

Quando saímos, o termômetro bateu -1ºC.

Segunda

No nosso penúltimo dia em Campos do Jordão, tomamos café normalmente e fomos passear. Nesse dia almoçamos por volta das 15:00 então optamos pela hamburgueria Black&White ($32,00 a opção mais cara) e tinha reposição de refrigerante à vontade por $14,90.

Nesse dia, jantamos macarrão com queijo em casa. Estava muito frio e a opção foi economizar, então ficamos em casa durante a noite. Aproveitamos para organizar as malas e já deixar tudo arrumado para voltar para casa.

Considerações finais

Sou muito suspeita para falar porque me organizei financeiramente para não passar vontade em Campos do Jordão. Mesmo que algumas coisas sejam mais caras, não é sempre que me dou ao luxo de comer em lugares tão bacanas então não me privei de comer o que eu queria, mesmo se fosse um pouco mais caro. Em alguns momentos aceitei comer coisas mais simples que lembravam o almoço comum em São Paulo, mas quando tive a oportunidade de comer algo diferente, comi.

Desculpem se não tiveram muitas fotos, mas eu realmente quase não lembrei de tirar foto quando chegavam os pratos hehehe.