Ainda bem que a gente muda

Ainda bem que a gente tem a chance de nos dar novas chances. Ainda bem que a gente pode recomeçar ou até mesmo continuar, porém de uma forma diferente.

Que bom que a vida não foi feita para ser estagnada e que bom que mesmo vivendo muito, sempre tem algo novo a se descobrir, ver e viver. Ainda bem que os textos que eu escrevia depois de uma grande decepção já não fazem mais sentido para mim agora, afinal, aquela decepção já passou e virão outras, eu sei, mas não mais aquela.

Engraçado, né? Tudo o que a gente produz diz respeito à apenas uma fase. Quando a gente escreve, desenha, fotografa, a gente eterniza essa fase e depois de um tempo, deixa de fazer sentido, ou pelo menos, ganha um novo sentido. Um mais nostalgico.

Eu gosto dessa sensação de liberdade, de mobilidade, de poder me reinventar, criar algo novo, descontinuar o que realmente não se encaixa e encontrar felicidade no presente que é tão efêmero.

Já pensou se a gente nascesse e em determinado momento tivesse que escolher do que gostar e nunca mais pudesse mudar? A vida não teria tanta graça.

Mas ela tem.

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Eu tive dúvidas…

Por muito tempo eu tive dúvidas. Estava em uma fase com o mundo virado de ponta-cabeça, mas aí você também virou de ponta-cabeça para dizer que eu tinha um sorriso encantador. Nunca vou me esquecer desse dia em que ri e ao mesmo tempo fiquei assustada com a mensagem inesperada, mesmo te conhecendo desde 2014.

Eu tive dúvidas, mas era pra ser. Um dia a gente saiu para correr e uma semana depois você já tinha conhecido meus pais. Sem querer.

Se não fosse você, o Luke não teria conhecido seu novo lar naquele 11 de abril, quando eu virei e falei pra você às 19:00 da noite: vamos buscar o Luke hoje? E você topou. Eu brinco que sei que essas ações faziam parte do seu plano de me conquistar, mas hoje eu sei que você teria feito por qualquer amigo, porque teu coração é gigante.

Ainda continuo sem ter certeza de nada, mas é muito bom viver a vida com você. Sem pressa, apreciando o presente.

Uma coisa é certa: se antes eu tinha dúvidas, hoje eu sei que te amo demais 💛

Apaixone-se por você mesmo

Uma das maiores delícias da vida é quando a gente se olha no espelho e pensa que, mesmo com todos os defeitos que insistimos em enxergar, nós somos lindas(os). E não digo isso da boca para fora ou só em termos de aparência. Realmente somos, em essência.

E não pense que foi fácil chegar a uma conclusão assim. Nós somos a construção dos anos que vivemos e dos hábitos que temos. A gente se molda de acordo com nossas experiências e nossa aparência é só uma desculpa para existirmos no mundo, afinal, nossa personalidade precisa de um corpo para habitar.

Ficar na frente de uma câmera era um certo desafio. Me acostumei a desenhar a beleza de outros com luz, mas registrar a minha ainda me desconfortava. Hoje, me vejo com outros olhos. Olhos mais humanos. Vejo alguém que mesmo com pouca idade já tem algumas marquinhas ao redor dos olhos e a pele do corpo insiste em carregar as marcas de um tipo sensível demais, mas vejo também uma pessoa em uma fase de desafios, se dando bem na maioria deles. Alguém que cansa e pensa em jogar tudo pro alto, mas que sabe que o dia seguinte é outro dia. E isso faz toda a diferença.

O amor próprio é realmente um exercício que devemos praticar. Talvez ele não nos mude tanto por fora, mas por dentro faz um bem danado. Quando a gente se enxerga com amor, enxerga o outro da mesma forma e passa a pensar nas pessoas como elas são: pessoas.

Para ler, assistir e ouvir #1

2018 foi um ano difícil em termos de entretenimento. Quase não li nada além das leituras obrigatórias da faculdade e assisti FRIENDS (de novo) pela terceira vez. Em 2019 quis aproveitar as férias para viajar em novas histórias – mas confesso que a vontade de assistir FRIENDS de novo foi enorme.

Reuni neste post – e espero fazer mais desses – os livros, séries e músicas que conheci em janeiro. Não sei se vai ser um por mês, tudo vai depender do meu próprio ritmo de início e término de livros e séries.

Para ler

Eu tento fugir do romance, mas o romance não foge de mim. Uma amiga querida me indicou Colleen Hoover e eu não esperava que minha cunhada teria a maioria dos livros que ela me indicou. Foi o melhor match da vida!

Me apaixonei pela forma de escrever da autora e por seus personagens. Agora tenho mais dois crushs literários: Ridge, de Talvez um Dia, Will, da triologia Métrica e Ben, de November 9. Ambas histórias eu li, em média, em três ou quatro dias cada.

E um dia voltando com minha chefe de um trabalho, conversamos sobre os livros que eu estava lendo e o estilo que gostava. Ela comentou que tinha um em casa que eu com certeza ia gostar: ‘O tempo entre costuras’

Tem a série na Netflix, mas o livro com certeza é mais rico em detalhes. O livro é muito mais denso do que os da Colleen Hoover e tem diveeersas referências de época, principalmente porque a história da Sira, personagem principal, se passa em uma época de guerra. Estou longe de acabar, mas já estou amando e confesso que quero muito assistir a série, principalmente porque a Alba Flores (Nairóbi em La Casa de Papel) aparece na série. Adoro ver os mesmos atores em papéis diferentes.

Para assistir

Janeiro foi um mês de mais leituras do que séries e filmes. Assisti Moana pela primeira vez e foi incrível, mas nem adianta me estender muito porque todo mundo já deve ter assistido. Só posso dizer que em diversas partes do filme me segurei para não chorar.

YOU foi uma série que me deixou intrigada. Me chamou atenção por ter Shay Mitchell (Pretty Little Liars) no elenco e mesmo não dando muita bola no começo, acabei primeiro do que meu namorado. E olha que ele fez eu começar a assistir com ele hahaha.

A série conta a história de Beck, uma jovem escritora que conhece um cara em uma biblioteca. O nome dele é Joe e apesar de parecer um homem apaixonado e inofensivo no começo, logo ele se revela um stalker perigoso.

Ainda no mês de Janeiro comecei ‘O mundo sombrio de Sabrina’. Ainda não acabei, mas estou gostando. A série é bem divertida. Fala sobre uma jovem mestiça dividida entre o mundo humano e o mundo das bruxas. Em seu 16º aniversário ela tem que tomar uma decisão: renunciar o mundo humano, todos os seus amigos e seu namorado para viver no mundo das bruxas.

Para ouvir

Foi de dezembro para janeiro que os conheci e foi amor à primeira batida. Vacations conquistou um espaço no meu coração de forma extremamente rápida. Coincidentemente eu estava lendo Talvez um Dia e depois continuei ouvindo enquanto lia November 9. Eles acabaram virando trilha sonora para minhas leituras hehehe.

Quase no fim de janeiro a Alvvays chamou minha atenção enquanto eu procurava algo novo no Spotify. Quando vi, já estava cantando “Hey, Hey, marry me, Archie” loucamente por aí. 

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Espero que vocês gostem desse post e das indicações 🙂

A (quase) crise dos 20

Eu não sei você aí do outro lado, mas eu tenho 19 e em setembro de 2019 eu faço 20 anos.

É engraçado que, por mais que eu saiba que tenho uma vida inteira pela frente, parece que uma vida inteira já se passou. Eu sei que se eu estivesse falando isso para alguém mais velho, essa pessoa diria algo como “você não sabe de nada ainda” ou “a vida está só começando”. É, eu sei, eu sei, mas ao mesmo tempo me lembro de quando eu tinha 10 anos e não tinha esse frio na barriga quando pensava no futuro daquela época. As coisas pareciam mais certas…

Eu sabia que terminaria a escola e encerrei esse ciclo com sucesso e que depois tentaria entrar na faculdade e consegui. Quando fizesse 18 anos tiraria a carteia de motorista e já comecei os trâmites. Mas até aí são coisas que já estão meio pré-definidas na vida, né? Na medida do possível, as pessoas da nossa vida se esforçam para que a sequência esperada seja cumprida.

Mas agora, quando penso nos próximos anos não consigo mais ter tanta certeza do que vai ou não acontecer. Não tem mais alguém planejando todas as coisas por mim ou escrevendo uma lista de conquistas para dar um check. É nessa hora que, mesmo tendo pessoas comigo que me apoiam, me ajudam e torcem por mim, percebo que muito do que sonho e almejo depende apenas do meu esforço. Isso me faz sentir um frio na barriga danado. Principalmente porque é aí que as coisas começam a ficar um pouco mais difíceis. A gente se vê sozinho, mas não sozinho por não ter ninguém em volta. É um outro tipo de solidão. É aquela solidão de dependência ou, nesse caso, de independência.

Foi por isso que hoje, mesmo com essa (quase) crise, decidi que preciso levar mais a sério essa coisa de viver um dia de cada vez, mesmo os dias mais difíceis em que a gente só deseja que o dia seguinte chegue logo. A vida vai passar cada vez mais rápido e a gente precisa aproveitar o máximo que puder. Se com 10 anos eu não tinha noção da vida, sei que rapidamente quase 10 anos se passaram, e hoje, aos quase 20, a vida passa num piscar de olhos.