Que a gente ria

Dia desses eu estava fazendo uma limpa no baú da minha cama. Achei uma renca de livros didáticos antigos e coisas que eu nem lembrava mais que existiam.

Para desocupar aquele espaço, resolvi colocar tudo no quartinho da bagunça que temos em casa. E lá fui eu, com uns 10 livros empilhados na mão tapando minha visão. Maldito degrau alto. Obviamente eu fui pisar no degrau para subir e caí no chão com todos os livros.

Comecei a rir, mas era aquele riso de doer a barriga, chorar, perder o ar e continuar rindo como se não houvesse amanhã. Nem lembrava quando tinha sido a última vez que ri assim. Depois de uns 2 minutos de pausa, percebi que tinha ralado a lateral do joelho no degrau. Olhei para o arranhão que sangrava e ri mais ainda.

Pior do que isso foi quando fui praticamente de cara no chão em plena avenida Santo Amaro. Até o cobrador do ônibus deu um gritinho me zoando. E eu ria como se não houvesse amanhã, mas aquele tombo doeu, então eu ri depois de saber que estava tudo bem.

Que delícia é essa coisa de rir da nossa própria cara de vez em quando. Isso faz os tombos da vida parecerem menos doloridos e as vergonhas serem superadas com rapidez. A gente precisa aceitar nossa humanidade, imperfeição e a normalidade dos tombos que levamos (principalmente os literais).

Que a gente ria, cada vez mais, da nossa cara. Que a gente ria, cada vez mais, até a barriga doer.

Que a gente ria.

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