Até quando a gente vai ter medo de se entregar?

Eu sei, eu sei que existem exceções, mas hoje eu não escrevi para relativizar.

Me pergunto até quando a gente vai se dar um beliscão e dizer para si mesmo: para de ser assim, e se der errado… de novo? Até quando a gente vai se forçar a esperar sempre o pior por ter medo de se decepcionar? Qual a garantia de que se vestir uma armadura não vai doer?

É que depois de algum tempo, o frio que a gente sente na barriga deixa de rosar as bochechas e traz mais um ar de “ihhhh, vai dar merda!”. Por que a gente faz isso com nós mesmos? A gente fica com medo porque acha que vai ser mais um fim do mundo e que vai dar tudo errado. Por mais que a gente sempre diga que tudo é aprendizado, às vezes a gente esquece de enxergar o melhor nas situações… e nas pessoas. A gente às vezes quer se fechar demais, sempre com um pé atrás achando que vai ser só mais uma decepção. Sinto dizer, mas às vezes é só isso que é.

Fico sorrindo sozinha imaginando as situações, mas logo depois o sorriso desaparece e começo a me sentir preocupada. E se der errado? Por que a gente fica tão agoniado e não consegue esperar para ver? Chega a um ponto em que queremos saber antes o que vai ser para não dar chance de acumular mais um coração partido. Fico ansiosa, inquieta e às vezes acordo no meio da noite. Que loucura é essa que  não consigo explicar?

Esqueço do processo, às vezes ele não me interessa. Parece que vai ser tudo igual, tipo um ciclo, sabe? Eles vêm, fazem a gente se sentir especial, depois vão embora, né?

“A gente supera” é o que digo quando tento fazer com que eu mesma me sinta melhor. Mas é sempre assim, eu nunca sei direito como agir e sempre me pego entrando em conflito comigo mesma na tentativa de fazer com que eu não crie expectativas, mas quando deito a cabeça no travesseiro não é difícil me apegar ao que minha imaginação cria.

A vida nunca responde quando a gente pergunta os porquês de tudo ser tão complicado. Facilitar não é um ponto forte e a gente tem que aprender a deixar ser, fazer o quê? Ela não pede a nossa opinião, nem pergunta se vai doer. Ela não para pra assoprar se arranhou quando caiu. Ela só te faz chegar a uma estrada com dois caminhos: o de tentar e o de desviar. Eu paro na estrada por algum tempo e nunca sei direito para onde ir.

E aí vida, qual o próximo destino que você vai me levar? 

Tá aí uma coisa que me pergunto quando vou dormir e vou continuar pensando logo quando acordar.

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