Meus 18 anos e um anel

Realmente acreditei que nada ia mudar, mas mudou sabe? Aqui dentro!

Esse foi o aniversário que mais comemorei. Com quem acabei de conhecer, com quem conheço há anos, com quem me levou a lugares em que nunca estive, mas foi esse anel que mudou alguma coisa dentro de mim.

Eu achava que essas coisas que passam de geração em geração era coisa de filme e que na minha família isso nunca aconteceria comigo. É bem doido quando a gente vê que na verdade, pode acontecer com qualquer um.

Esse anel foi da minha vó! 

Não cheguei a conhecê-la. Na verdade, eu nem sonhava em existir quando ela faleceu. Na verdade, nem minha mãe chegou a conhecê-la.

Esse anel esteve guardado com minha tia e eu não sabia da existência dele, mas aí no sábado, dia 30/09 eu o ganhei de presente de aniversário. Geralmente a gente “se torna mocinha” suficiente para ganhar essas coisas, mas com certeza eu não estava preparada para isso com 15 anos.

É impagável a cara que meu pai fez quando eu mostrei o anel e perguntei se ele o reconhecia. Um semblante nostálgico era tudo o que eu via e aí ele olhou durante alguns segundos e disse: é o anel da minha mãe.

Fui feliz para a minha primeira balada e de coração quentinho sentindo que algo havia mudado. Uma nova fase, novas responsabilidades e um novo jeito de ver a vida. 

Que as mudanças externas da nossa vida são importantes, mas as mudanças por dentro. Ah… essas são revolucionárias! 💛

Anúncios

O que eu aprendi de ter um gato

 

IMG_1054.JPG
@Roseveflores

Aprendi que preguiça é contagiante e que esquecer a torneira aberta faz parte, mesmo que a gente leve bronca por causa da conta de água.

Qualquer lugar é lugar de gato se enfiar. Caixas, guarda-roupas, armários e a gente vai procurar de coração apertado achando que sumiu e aí você abre o armário e lá está. O coração chega se acalma.

Aprendi a brincar de se esconder lentamente só pra fazer ela vir correndo me procurar e que o seu rascunho fracassado é o melhor brinquedo dessa vida. Se você tiver um laser e apontá-lo para a parede é melhor ainda!

Aprendi que gato é realmente diferente de cachorro e que eles às vezes gostam de ficar mais quietinhos, deitadinhos no escuro, sozinhos, mas meu amigo, se ele brincar de te arranhar, subir no seu colo e querer dormir agarradinho com você, você é uma pessoa de sorte e foi escolhido para ser amado por ele, não é pra qualquer um não, viu?

Gato não é fácil de entender, tem que ter paciência e se dedicar (vale até pedir para fazerem graça se você tiver um biscoitinho). Quando você ver, os pelos que eles soltam é só detalhe se comparar com a delícia que é ter um bichinho dormindo quentinho em cima do seu pé ou deitar em cima do seu livro só de zoas. Gato é amor pra quem sabe amar.

Eu sei que tudo na vida passa! 

Eu ainda não me acostumei e ando por aí te procurando. Um dia eu sei que vou estar em um ponto qualquer e qualquer outra coisa vai me chamar atenção e eu nem vou lembrar que você ainda faz o mesmo caminho todos os dias, mas eu ainda lembro muito bem de como eu realmente acreditava que seria totalmente diferente e que você nunca ia me soltar, mas você soltou. 
Você soltou e eu ainda tento florir, mas de vez em quando é inevitável algumas folhas caírem. É que quando a gente sente que algo é real, é difícil se conformar de que não era tudo tão real assim. 

Eu sei que tudo na vida passa, menos o amor. O amor às vezes fica. E o amor ainda tá aqui. 

Eu escrevo… Por que escrevo? 

 Eu escrevo, meu bem, não só por gostar, mas por sentir. Por sentir que devo, de alguma forma, colocar pra fora tudo o que sinto. Escrevo por sentir que me faz bem.

Eu escrevo pra compartilhar, relembrar e aprender. Com a vida, sabe? 

Eu escrevo pra quem quiser ler, pra quem sentir o mesmo, pra quem também procura se entender. 

Eu escrevo pra mim, eu escrevo pra você, eu escrevo sobre a vida e sobre quem vai e quem fica. 

Escrevo sobre o que eu conheço do amor e como ele pode transbordar às vezes nas coisas mais simples. Escrevo como sentir às vezes dói e como a saudade pode apertar demais o peito quando a gente sabe que por um bom tempo ela estará lá sem que a gente possa matar… a saudade, tá? 

Eu escrevo pra lembrar e também pra esquecer. Escrevo pra superar e pra fortalecer. Eu escrevo, meu bem, pra me conhecer. 

Talvez um dia você olhe pra trás 

Eu ainda não sou a dona de todo o amor próprio que eu sei que poderia caber em mim, mas tenho um pézinho banhado no orgulho que me diz que um dia você vai olhar pra trás e lembrar de quem eu fui com você. Talvez com saudade, ou talvez só com um carinho. Talvez não sinta mais nada, mas talvez você lembre.

Sei disso e me atrevo a gritar pra quem quiser ouvir, sabe?

É que eu sei que algumas coisas são mesmo feitas pra não durar, mas também sei e digo com toda certeza do mundo que o que tivemos foi coisa de outro planeta. E tem coisas que a gente fala que são de outro planeta tentando encontrar o adjetivo perfeito que se encaixe nas coisas mais simples que apertam a saudade só de lembrar, mas que são insubstituíveis.

E a gente faz questão de guardar…