Meu Bullet Journal 2020

Chegamos ao fim de 2019 então e virginiana que sou (mentira), decidi dar mais uma chance para o Bullet Journal.

Se você já estava aqui no blog desde o começo do ano, viu que eu tentei fazer um BuJo para 2019, mas abandonei ele em fevereiro hahahaha

Durante o ano pensei nos motivos que me fizeram abandonas meu BuJo e descobri que o layout que eu inventei não era nada prático e não ajudou a me organizar, só me deu mais trabalho. Decidi então simplificar o layout. Vou mostrar algumas páginas para vocês.

Meu BuJo basicamente consiste em uma página com o calendário do mês, as páginas semanais, uma parte de finanças e uma página para fazer um resumo do mês. No final do BuJo eu também deixei algumas páginas para fazer um mini diário de viagem. Além dessas, ainda quero deixar algumas páginas para os livros que quero ler e os filmes que quero assistir.

Com o TCC da faculdade chegando, sinto que preciso colocar metas e datas para as minhas entregas. Eu já tento fazer isso, mas acabo me sabotando o tempo todo, já que eu mesma não respeito meus prazos.

Agora, mais do que querer, eu realmente preciso mudar minha própria lógica de organização. Acho que o BuJo pode ser uma forma de me organizar e me inspirar ao mesmo tempo.

Uma coisa que vale a atenção é o layout! As colagens e decorações contam bastante, pois acredito que se nós nos rodearmos de elementos que gostamos fica mais fácil se manter inspirado no dia a dia. Mas mais importante do que ser bonito é ter um BuJo prático, que possa ser útil no dia a dia. Essa com certeza é a minha principal dica pra quem quiser fazer um BuJo.

Resumindo, não tem um manual de instruções. Existem um milhão de formas de fazer, porém o que deve ser levado em conta é a praticidade e as coisas que você quer acompanhar no dia a dia, pode ser sua rotina de exercícios físicos, a maratona de séries ou qualquer outra coisa. De qualquer forma, vou deixar aqui o primeiro post que eu fiz falando sobre o meu primeiro BuJo.

Espero que tenha inspirado por aí! Em 2020 eu conto se deu certo 😉

KLAUS – a nova animação da Netflix

Ai, ai… por onde começar a falar sobre esse filme que mal chegou e já me fez secar toda a água do meu corpo?

Para quem ainda não viu, não se preocupa que aqui não vai ter spoiler, afinal, o que mexeu comigo não foi a história em si, mas sim as mensagens que o filme traz, ainda mais nessa época que é tão cheia de significado.

Mas só pra contextualizar

O filme conta a história de Jesper, filho do dono dos serviços de entregas, rico e mimado que não liga muito para os seus afazeres enquanto membro dos correios. Ele é o pior carteiro do time e seu pai entende que ele precisa aprender uma lição, então ele é mandado para uma cidade extremamente afastada chamada Smeerensburg com uma meta: entregar 6.000 cartas. Porém quando ele chega à cidade, percebe que existem dois clãs que vivem em guerra há muitos anos e se odeiam, ou seja, se eles não trocam nem ‘bom dia’, quem dirá cartas, não é mesmo?

Jesper conhece Klaus, um lenhador e marceneiro que vive afastado de toda a bagunça da cidade e Alva, uma professora que não exerce a profissão e vende peixe para sobreviver e juntar suas economias com um único objetivo: desaparecer do caos da cidade. Juntos, eles mudam completamente a forma com que os cidadãos convivem, inclusive as pessoas dos clãs rivais e principalmente a vida das crianças da cidade.

As mensagens

Esse filme já está na minha lista de filmes favoritos e isso acontecer não foi nenhum esforço pois as mensagens que ele traz aquecem demais o nosso coração.

  • “Um ato gentil de verdade sempre gera mais gentileza”. Esse é o lema principal do filme e vemos isso em cada cena. No começo, o orgulho dos clãs é a maior barreira para conquistar a paz na cidade, mas toda a gentileza que é espalhada pela cidade traz uma série de benefícios para todos os que lá vivem.
  • Sair da nossa zona de conforto e conhecer as dores do outro é um desafio gigantesco. O filme nos mostra como os nossos privilégios podem nos deixam cegos às vezes. Enquanto Jesper vive como um príncipe, a grande maioria das pessoas na pequena Smeerensburg são extremamente simples e as crianças são extremamente carentes.

O tempo todo o filme bate nas teclas do companheirismo, altruísmo e senso de coletividade. Como uma atitude boa que fazemos pelo outro nos inspira a fazer mais e mais. A caminhada é longa, vemos Jesper passar por diversas situações desafiadoras, mas ele não desiste.

Acho que uma das coisas mais legais do filme é ver a mudança de uma pessoa super mimada e a felicidade das crianças do filme. Dá vontade de abraçar e colocar todo mundo em um potinho.

Se eu chorei? Chorei e muito! Acho que todos nós deveríamos ser um pouco mais como o Jesper, Klaus e a Alva: transmitir nossos conhecimentos e aproveitar nossos talentos para fazer alguém feliz.

Esse é com certeza um filme para todos, mas principalmente para os adultos. Nos inspira a sermos mais dedicados às coisas simples, que fazem a diferença na vida de alguém. Eu recomendo e muito!

Não desiste, não

Inspirada logo em Isabela Freitas para começar esse texto, porém com um tema um tanto quanto diferente do livro “Não se apega, não”.

Hoje, exatamente hoje, dia 08 de novembro de 2019 meu coração ficou quentinho. Só quem está mais próximo de mim sabe como esse semestre está sendo difícil na faculdade e como, cada vez mais, o blog e todas as coisas que eu gosto tanto de fazer tem ficado de lado.

Mas hoje eu conheci a Maria Fernanda (Mafer, mas só pra quem pode, tá? Brincadeira). A Mafer foi lá na faculdade falar um pouco sobre o trabalho dela no @Desavesso. Ela, junto com a Nicoly (que nem conheço mas já to chamando de xará por aí) falam sobre moda sustentável e afins.

Depois de apresentar o trabalho dela, eu, meio acanhada perguntei: como você lidou/lida com a vergonha dos seus amigos e conhecidos?

É que assim gente, eu tenho mais vergonha de quem eu conheço do que de quem eu não conheço hahaha. Minhas amigas da faculdade, as pessoas com quem trabalho, meus amigos… eu viro um pimentão quando falam de algum conteúdo meu, mesmo que seja para elogiar.

E ela respondeu: olha, a gente pressupõe que os nossos amigos são aqueles que vão sempre apoiar a gente, né? Não deixa de fazer algo só porque alguém te zoou (porque sim, já me zoaram e eu pensei mil vezes em desistir).

A real é que o meu problema está muito atrelado às outras pessoas. Ao que vão achar, se vão me zoar, se vão rir ou se vão me perguntar quem sou eu na fila do pão para falar sobre esse ou aquele assunto.

E o que ela me disse hoje eu repasso aqui: SÓ FAZ! Porque fazendo a gente tem chance de crescer. Se você não desenvolver seus projetos, ninguém fará isso por você!

A gente tem que se preocupar sim se o nosso conteúdo é relevante e se a gente consegue transmitir uma mensagem clara para o nosso público, mas isso a gente constrói com tempo e estudo. Não desiste do hobby que você tem vontade de transformar em trabalho, não desiste daquele projeto que você tem. Dedique um pouquinho do seu tempo a ele e se importe um pouco menos com as outras pessoas. Para estar aqui tem que ter coragem! E olha onde a gente já chegou, isso significa que somos corajosos. Já imaginou até onde você consegue chegar?

Tá liberado tentar, errar e ir adequando e mudando até ficar 100%, só que não tá liberado desistir. Tá bem? Então tá bem.

Que a gente ria

Dia desses eu estava fazendo uma limpa no baú da minha cama. Achei uma renca de livros didáticos antigos e coisas que eu nem lembrava mais que existiam.

Para desocupar aquele espaço, resolvi colocar tudo no quartinho da bagunça que temos em casa. E lá fui eu, com uns 10 livros empilhados na mão tapando minha visão. Maldito degrau alto. Obviamente eu fui pisar no degrau para subir e caí no chão com todos os livros.

Comecei a rir, mas era aquele riso de doer a barriga, chorar, perder o ar e continuar rindo como se não houvesse amanhã. Nem lembrava quando tinha sido a última vez que ri assim. Depois de uns 2 minutos de pausa, percebi que tinha ralado a lateral do joelho no degrau. Olhei para o arranhão que sangrava e ri mais ainda.

Pior do que isso foi quando fui praticamente de cara no chão em plena avenida Santo Amaro. Até o cobrador do ônibus deu um gritinho me zoando. E eu ria como se não houvesse amanhã, mas aquele tombo doeu, então eu ri depois de saber que estava tudo bem.

Que delícia é essa coisa de rir da nossa própria cara de vez em quando. Isso faz os tombos da vida parecerem menos doloridos e as vergonhas serem superadas com rapidez. A gente precisa aceitar nossa humanidade, imperfeição e a normalidade dos tombos que levamos (principalmente os literais).

Que a gente ria, cada vez mais, da nossa cara. Que a gente ria, cada vez mais, até a barriga doer.

Que a gente ria.

Absorventes reutilizáveis

Eu demorei muito tempo para deixar de lado certos hábitos e ainda não me acostumei 100% em levar as sacolas plásticas no mercado, mas sei que os hábitos que eu puder mudar já farão uma super diferença. Pensando nisso tudo, eu decidi investir em algo que queria há um tempão e que eu ouvia muito falar por aí: absorventes reutilizáveis.

Estima-se que a mulher faz uso de cerca de dez absorventes descartáveis em cada ciclo menstrual, e de dez mil a 15 mil da puberdade até a menopausa (Dados da ECYCLE). Isso é muita coisa!

É caro? É. Pelo menos para o meu bolso, sim. Só que parei e pensei: cara, eu só vou gastar essa grana uma vez e não mais produzir esse tipo de lixo. Acho que pode valer a pena. E aí comprei para testar.

Esses aí são da Korui, uma das marcas que mais ouvi falar quando o assunto é absorvente reutilizável. Comprei um kit com 5 unidades + a bolsa que mantém o absorvente úmido e fica mais fácil de lavar depois.

Além disso tudo, vem uma tag super fofa em papel semente, que é um tipo de papel que vem com sementes embutidas. Quando acaba a utilidade, você rasga, coloca na terra e rega. Plantinhas nascerão 🙂

Testes e impressões

Esses que comprei são para fluxos normais, que é o meu caso. Existem duas opções: conforto seco e conforto natural. No próprio site eles já explicam a diferença entre eles.

Os meus são conforto natural, forrados com algodão e o tecido de cima é marrom, o que deixam mais discreto e eu prefiro.

Conforto, vazamento e praticidade

Gente, mil vezes mais confortável do que os absorventes descartáveis (para mim, tá?). Eu tenho a pele bem sensível e às vezes os descartáveis irritavam um pouco minha virilha, então foi muito bom não ter esse problema.

Não vazou por aqui! Levando em consideração meu fluxo que é OK, o de tamanho normal segurou super bem, principalmente nos primeiros dias, que é bem pior.

Eu confesso que estava com receio em ter que ficar deixando de molho para lavar os absorventes, mas gente… é um negócio tão pequeno que em 5 minutos você lava. Se realmente não der tempo de deixar de molho de manhã e já lavar à noite, você tem que ficar de olho para trocar a água caso precise e vai acumular com os demais da semana. Eu achei super de boas.

A única coisa que eu não consegui testar ainda foi a bolsinha que mantém os absorventes úmidos. Eu comprei e carrego comigo caso precise, mas geralmente não uso, então se eu usar eu compartilho depois lá nos stories 🙂

Custo-benefício

Olha gente, vou ser bem sincera… em alguns pontos eu percebo que a sustentabilidade não é uma coisa muito acessível, principalmente quando a gente tem que comprar coisas para substituir coisas.

Eu tenho ZERO arrependimentos de ter comprado, até porque realmente funcionou para mim e porque eu entendo o impacto de todo o lixo que a gente produz. Ultimamente estou realmente tentando fazer alguma coisa. Sem dizer que o custo de produção do reutilizável deve ser muito maior do que os descartáveis, levando em consideração a questão dos tecidos, da costura, a mão de obra, etc, etc.

Poréééém….

Mesmo entendendo isso e querendo fazer algo, não adianta eu só vir falar que a gente tem que se juntar ao movimento do absorvente reutilizável porque eu sei que, entre pagar $4, $5 em um pacote com 8 unidades descartáveis ou $20, $30 em 1 só, a maioria talvez pense que $30 em um só não vale a pena.

Eu penso da seguinte forma: eu investi UMA vez e não vou precisar comprar tão cedo, só se realmente estragar um e olhe lá.

Eu agradeço por poder fazer algo com relação a isso, mas também entendo as prioridades de cada um. Eu mesma demorei uns 3 ou 4 ciclos avaliando se eu poderia investir e quando o faria. Eu acho que, se a gente puder escolher e tem condições de mudar, que a gente repense e mude. Mas caso contrário, tem outras coisas que a gente pode tentar fazer pelo planeta como reduzir o consumo de água no banho, não jogar lixo nas ruas, etc. 🙂