Não é só sobre um corte de cabelo

Toda mudança, por menor que seja, faz diferença. E como!

Nunca é só um corte de cabelo, porque a gente cresce com um monte de construções na nossa cabeça do que é realmente bonito e antes de julgarmos algo, isso precisa ser levado em conta.

A nossa aparência mexe muito com a nossa autoestima, isso é fato. A gente às vezes fica com medo de mudar o cabelo quando resolve ver até onde ele vai, mas às vezes ter cabelão não é bem a nossa praia e só percebemos isso quando olhamos para dentro de nós mesmos.

Talvez a gente faça as coisas pelos motivos errados às vezes, baseando-se muitas vezes no que os outros fazem ou acham bonito, mas a gente precisa aprender a se ouvir e ter orgulho de assumir o que faz a gente se sentir mais bonito. Seja um corte, seja a decisão de assumir o cabelo sem química ou não. Cada um tem que parar, respirar e ver se aquilo realmente se encaixa no que faz bem.

Eu ouço por aí falarem tanto de desconstrução, e muitas discussões que giram em torno dela e o que pode ou não ser considerado como desconstrução.

Quem define o que é desconstrução e em que ela se aplica?

Quando resolvemos considerar outras ideia além das que a gente cresce ouvindo, quando deixamos de impor uma regra para nós mesmos e paramos de ir contra as nossas reais vontades, não estamos nos desconstruindo? Como manifestamos isso em nós não tem tanta importância quanto o que muda dentro da gente.

Nunca é só um corte de cabelo, porque o mundo está cheio de regras e a gente nunca sabe como elas afetam cada um, mesmo quem compartilha a vida na internet para milhões de pessoas, por exemplo. Respeitar as mudanças alheias é preciso, mesmo que às vezes pareça ser algo que não faça tanto sentido para nós, porque a grama do vizinho é tão verde quanto a nossa.

Amar quem somos não se aplica somente a aceitar as curvas do nosso corpo e o nosso cabelo como ele é, mas também é amar o que nós escolhemos fazer e expressar a partir da nossa aparência.Amar-se como se escolhe ser é tão importante quanto amar quem se é, sem interferências. 

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Com você, todo dia vira um dia bom

Os dias mais inesquecíveis da nossa vida acontecem de vez em quando, mas com você, todo dia vira um dia bom.

Você sabe muito bem fazer uma festa. Principalmente as que matam a saudade de um dia inteiro. Que eu saio cedo e chego tarde. Ah, não posso negar… a gente precisa trabalhar e estudar.

Mas quando chego sua alegria é sem fim. Corre e senta, sem precisar dizer nada. Com um olhar você entende. Se antes você não entendia o que eu pedia, hoje você já levanta a patinha e eu dou risada feito boba.

Não tem nem um mês que você tá aqui e eu já sou mais feliz, já aprendi a suspirar mais ainda pelas coisas simples da vida porque para você, se tiver um espaço pra correr e um balde de água a te esperar, você tem tudo o que precisa (ah, e cenoura de brinde não pode faltar). A gente estava começando a se preparar para fazer um novo amigo, mas ainda não fazíamos ideia de que seria você o novo membro da família, com todo esse tamanho e energia. E que sorte a minha que nossos caminhos se cruzaram.

Quem tem um amigo como você tem muito na vida, Luke. Eu gosto de acreditar que você entende tudo o que eu falo, porque suas expressões são impagáveis e quando você olha pra mim e sorri na janela, meu coração sorri por dentro. Paro o que estou fazendo só pra te fazer um carinho.

Se eu tô lá dentro tomando café, faço questão de sair pra te fazer companhia. Ou pra ter a sua. Ah, e aproveitar o sol quando tem. E levo o pote de verduras porque esse não pode esquecer. Você senta, eu te pergunto o que você quer. Você levanta a patinha e eu já sei. Te dou a cenoura e você come. Feliz. Eu sei, porque a gente se entende.

Como ninguém.

A influencia não está nos números. A influência está no que você diz

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Já perdi as contas de quantas vezes pensei em desistir de escrever na internet por achar que as coisas só eram válidas quando a gente se tornava famoso, passava a ganhar muitos seguidores e muitas curtidas por dia.

Só que não.

Os números são apenas consequência e isso não quer dizer que só conta o que essas pessoas com 20, 30 ou 40 mil seguidores dizem e compartilham. Muito pelo contrário. Quem tem 500 ou 1000 também tem responsabilidade pelo que diz para o outro, porque sempre tem alguém que lê o que você escreve, que anota suas dicas ou que é “influenciado” por você de alguma forma.  Podem ser seus amigos e podem ser pessoas que te seguem. E não só na internet isso acontece.

A influência não está nos números, está no que você diz. E digo isso porque já me fizeram pensar melhor sobre algumas coisas, assim como já fiz pessoas pensarem também a partir de algo que eu disse. E é essa troca que importa muito mais do que ter 1 milhão de seguidores. De verdade, a gente pode aprender um com os outros, independente dos números.

É muito boa a sensação de saber que acrescentamos algo na vida de alguém quando recebe agradecimentos. Uma leitora correu 2KM na rua e disse que fui sua inspiração, mesmo que eu também esteja no processo de melhorar minhas corridas. Indiquei o tênis que uso, ela comprou e gostou também. E um tênis é só um exemplo.

Quando vamos juntos me motivo a continuar e a fazer mais, porque a gente pode sim deixar coisas boas pelo mundo, às vezes só compartilhando o que o coração tem a dizer, independente de quantos seguidores a gente tenha. Às vezes a gente sente e consegue traduzir o que o outro sente também. Sem querer.

Para espalhar coias boas e torcer pelos outros não é preciso ter milhões de seguidores.  

A gente se apoia e conhece melhor quem tá do outro lado e entende que tá todo mundo aprendendo algo novo todo dia, inclusive nós mesmos. É importante sermos verdadeiros com o que compartilhamos e tudo é uma construção que fazemos no dia a dia.

Aprendemos e ensinamos.

Dentro e fora da internet.

Luke: Catioro ou urso?

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Você chegou na minha estação do ano favorita. Ainda é outono por aqui, mas com você é outono o ano inteiro com a cor desses teus olhos de quem já é mais feliz por aqui.

Você surpreendeu a gente. Continua me fazendo sorrir durante o dia quando lembro de você e olha que você só está aqui há uma semana (e um dia hoje). Sabe aquela frase “já era amor antes de ser”? Era sim. A gente nem se conhecia e quando se conheceu eu não tive medo de te apresentar aos meus amigos e às pessoas que me conhecem nas redes sociais, mesmo não sabendo ao certo se íamos dar conta do ursão que você é. Mas no dia seguinte ela aqui em casa já decretou ao acordar: vamos ficar com ele!

E agora tô aqui, te apresentando a quem lê esse blog. Dizer que espero aproveitar muito mais a vida com você, porque quando minha Lilizinha chegou, eu era um toquinho de gente, e quando entendi a vida, ela se foi sem quase não deixar lembranças da boa fase em mim.

Agora a vida me deu mais uma oportunidade de aprender mais com quem não diz o mesmo idioma que eu, mas que na prática sabe mostrar que pra ser feliz não precisa de muito. Só precisa de espaço pra correr e uma bolinha pra pegar. Ah, e um balde de água pra se hidratar.

Ah, meu bem, acredite em mim. Quando te vi naquela varanda meu coração se apertou. Você sozinho sem entender direito o que ia acontecer. Não sabia bem pra onde ia, mas já viramos parças de janela no carro dele. Você chegou em casa e eu descobri que o momento feliz do seu dia é o de comer cenoura. Mas tem que ser morninha. Descobri numa segunda-feira de manhã.

Faço questão de dividir meus vegetais com você se você me prometer que vamos correr juntos por aí como se não houvesse amanhã (e se você fazer amizade com a Rose, vai).

Seja bem-vindo, Luke (mas não o Skywalker) ❤

Tartarugas até lá embaixo – John Green

Quando a gente entra na faculdade, pouquíssimos são os livros obrigatórios que nos prendem do início ao fim, até porque os livros de teorias são densos demais para serem devorados, né?

Só que, eu vi muuuuita gente falando sobre Tartarugas Até Lá Embaixo do John Green. Já conhecia o autor por ter lido A Culpa é Das Estrelas. Fiz uma lista de livros que eu quero ler na vida e esse estava entre os primeiros. Dei um jeitinho de encaixá-lo na rotina, mesmo tendo que ler os textões da faculdade.

O que eu mais gostei nesses dois livros foi a forma leve de contar a história. Não sei os outros do John Green, mas parece que ele tem essa forma leve de contar uma história. Já tentei ler Game of Thrones por exemplo, mas não faz muito meu estilo de leitura, sabe? (Mas da série eu gosto!)

Só que é incrível como tem alguns livros que prendem a gente de um jeito que até dói o coração trabalhar com ele do lado sem abrir e passar um tempinho lendo durante o dia hahaha

De um modo bem geral, a história fala sobre Aza Holmes, sua melhor amiga Daisy, seu amigo/crush Davis, filho de um empresário bilionário desaparecido (Russell Pickett). Sua amiga Daisy a convence que elas precisam encontrar esse homem porque a recompensa é de 100 mil dólares e Aza possui a vantagem de já conhecer o Davis.  Elas começam o CSI atrás do bilionário. Seguem as notícias no rádio, nos jornais e realmente começam a investigar essa história.  

Eu devorei o livro em menos de uma semana, mas em dois dias já tinha lido quase 100 páginas. A leitura é daquelas que fluem muito e os diálogos do livro são super filosóficos e profundos. Me fizeram suspirar várias vezes.

A história é muito diferente de tudo o que eu já li até agora, principalmente porque nunca li um livro em que a protagonista tem TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo). Tudo na história é muito simples e sincero. Acho que foi justamente essa simplicidade que fez com que a leitura fluísse super bem comigo. Sou apaixonada pelos livros com histórias leves.

‘O senhor não está entendendo. São tartarugas até lá embaixo’

Apesar do sumiço de Russell Pickett, a história gira muito mais em torno da confusão da mente de Aza e como isso afeta suas ações. John Green descreve muito bem as agonias da Aza porque ele também passa por isso, então quem lê esse livro realmente mergulha no universo de quem tem TOC.

Tartarugas até lá embaixo é muito mais que um livro sobre uma garota que tem TOC e que vai atrás de um homem desaparecido. Fala sobre amizade, empatia e a vida.