Redemoinho em dia quente – Jarid Arraes

Falar de “Redemoinho em dia quente” de Jarid Arraes me faz revisitar a cidadezinha onde minha avó mora, lá em Alagoas.

Apesar das histórias se passarem especificamente em Juazeiro do Norte, no Ceará, a escritora, poeta e cordelista nos prova que o nordeste como um todo vai além da seca do sertão e conta a história de diversas personagens femininas com sonhos, que desafiam padrões e dão a volta por cima, mesmo em lugares em que as pessoas julgam ser subdesenvolvidos.

O livro é pura realidade cotidiana com muita fé no Padre Cícero (Padim) e um pequeno toque de magia e surrealidade. A autora faz questão de escrever as gírias nordestinas, o que me fez ler o livro com o sotaque que já me é familiar: “OXE”, “E é mulher é?”.

De um modo geral, o livro aborda questões de fé, de saudade, machismo e até traços de terror. Toda vez que leio um livro imagino as cenas descritas e confesso que me deu um arrepio na espinha em alguns momentos de terror só de imaginar a história acontecendo. Em “o fato dos gatos”, por exemplo, a protagonista começa a receber visitas de vários felinos após dar um jeito no corpo de um gato de rua morto. No fim não fica claro se era tudo alucinação ou se os gatos realmente a visitavam e quando ela chamava alguém para ver, eles sumiam.

Acho que o que eu mais gostei nesse livro foi justamente a familiaridade com o lugar, com os costumes e com a nossa língua, que é extremamente característica nessa região do Brasil. Esse é um livro para quem gosta de histórias curtas que apresentam situações às vezes reflexivas sobre nosso próprio comportamento, como é o caso dos “Cachorros de quintal”, ou até mesmo aquelas em que a gente fica ansioso pelo desfecho como em “Sacola”.

Ah! E quem conhece o nordeste vai perceber um sentimento nostálgico tomando conta ao tê-lo em mãos. Boa leitura!

Nosso celular is the new Kindle

Eu nunca fui muito fã de livros digitais e mesmo feliz com a descoberta, eu prefiro mil vezes sentir o cheiro de um livro novo nas mãos. Porém, descobrir o app do Kindle foi uma das melhores coisas para começar 2020.

Eu tenho uma lista enorme de livros que quero ler e as vezes acho que não vou ter vida suficiente pra isso hahaha. No trem, no ônibus e quando tiver que esperar alguém em algum lugar vai ser bom ter companhia sem depender do espaço na bolsa para levar o livro do momento, principalmente se ele for enorme como Game of Thrones.

Além de tudo, os livros digitais são bem mais baratos do que os livros físicos, o que significa: economizar dinheiro comprando novas histórias YAY!

Interface do aplicativo

Só para vocês terem uma noção da carinha dele. Eu achei ótimo o tamanho da letra e a disposição das informações dos livros da minha biblioteca e dos livros relacionados.

Só que não tem como fazer compras por ele, tem que ser pelo site da Amazon. Ah, um ponto importante sobre isso é que eu ainda não descobri se os livros de outros sites ~ também não sei se tem outros sites ~ baixam diretamente nele, mas os da Amazon sim 🙂

Além disso, quem tem um celular maiorzinho ou um iPad/Tablet tem vantagem porque o app funciona melhor ainda.

Bom, espero que tenham gostado desse post. Desculpem se a notícia parece meio velha, porque eu vi que já falaram algumas vezes sobre isso por aí. O aplicativo está disponível para iOS e Android. Aproveitem ❤

A vida é dahora!

A vida é dahora! Escrevo para mim mesma, para não esquecer: A vida é muito dahora.

Na reta final de concluir o ano, ontem olhei para o meu potinho das coisas boas e percebi que ele estava quase transbordando. Que bom! 2019 foi um ano complicado e cansativo, mas cheio de coisas boas.

Porém é sempre bom lembrar que a vida é assim mesmo, cheia de altos e baixos, mas ainda tem muuuuita coisa para comemorar. Aos 45 do segundo tempo, quando a gente pensa que o ano vai ser o pior, a vida muda o jogo e mete 3 gols de virada. A gente vibra e tudo de ruim que superamos só olhamos com orgulho e com a certeza de que já passou.

Ver o meu potinho ontem quase sem conseguir fechar e com mais coisas para colocar me deu mais vontade de concluir 2019 com sucesso, afinal, muita coisa boa aconteceu.

Digo e repito: todo mundo deveria fazer um potinho desses em que a gente guarda todos os nossos pequenos momentos. No fim do ano, tudo o que aconteceu de bom e a gente esqueceu é relembrado com carinho. Vale a pena, juro ~aqui tem um post de como fiz o meu primeiro potinho~

E não esquece: a vida é dahora! Escrevo para você, para não esquecer: a vida é muito dahora.

Meu Bullet Journal 2020

Chegamos ao fim de 2019 então e virginiana que sou (mentira), decidi dar mais uma chance para o Bullet Journal.

Se você já estava aqui no blog desde o começo do ano, viu que eu tentei fazer um BuJo para 2019, mas abandonei ele em fevereiro hahahaha

Durante o ano pensei nos motivos que me fizeram abandonas meu BuJo e descobri que o layout que eu inventei não era nada prático e não ajudou a me organizar, só me deu mais trabalho. Decidi então simplificar o layout. Vou mostrar algumas páginas para vocês.

Meu BuJo basicamente consiste em uma página com o calendário do mês, as páginas semanais, uma parte de finanças e uma página para fazer um resumo do mês. No final do BuJo eu também deixei algumas páginas para fazer um mini diário de viagem. Além dessas, ainda quero deixar algumas páginas para os livros que quero ler e os filmes que quero assistir.

Com o TCC da faculdade chegando, sinto que preciso colocar metas e datas para as minhas entregas. Eu já tento fazer isso, mas acabo me sabotando o tempo todo, já que eu mesma não respeito meus prazos.

Agora, mais do que querer, eu realmente preciso mudar minha própria lógica de organização. Acho que o BuJo pode ser uma forma de me organizar e me inspirar ao mesmo tempo.

Uma coisa que vale a atenção é o layout! As colagens e decorações contam bastante, pois acredito que se nós nos rodearmos de elementos que gostamos fica mais fácil se manter inspirado no dia a dia. Mas mais importante do que ser bonito é ter um BuJo prático, que possa ser útil no dia a dia. Essa com certeza é a minha principal dica pra quem quiser fazer um BuJo.

Resumindo, não tem um manual de instruções. Existem um milhão de formas de fazer, porém o que deve ser levado em conta é a praticidade e as coisas que você quer acompanhar no dia a dia, pode ser sua rotina de exercícios físicos, a maratona de séries ou qualquer outra coisa. De qualquer forma, vou deixar aqui o primeiro post que eu fiz falando sobre o meu primeiro BuJo.

Espero que tenha inspirado por aí! Em 2020 eu conto se deu certo 😉

KLAUS – a nova animação da Netflix

Ai, ai… por onde começar a falar sobre esse filme que mal chegou e já me fez secar toda a água do meu corpo?

Para quem ainda não viu, não se preocupa que aqui não vai ter spoiler, afinal, o que mexeu comigo não foi a história em si, mas sim as mensagens que o filme traz, ainda mais nessa época que é tão cheia de significado.

Mas só pra contextualizar

O filme conta a história de Jesper, filho do dono dos serviços de entregas, rico e mimado que não liga muito para os seus afazeres enquanto membro dos correios. Ele é o pior carteiro do time e seu pai entende que ele precisa aprender uma lição, então ele é mandado para uma cidade extremamente afastada chamada Smeerensburg com uma meta: entregar 6.000 cartas. Porém quando ele chega à cidade, percebe que existem dois clãs que vivem em guerra há muitos anos e se odeiam, ou seja, se eles não trocam nem ‘bom dia’, quem dirá cartas, não é mesmo?

Jesper conhece Klaus, um lenhador e marceneiro que vive afastado de toda a bagunça da cidade e Alva, uma professora que não exerce a profissão e vende peixe para sobreviver e juntar suas economias com um único objetivo: desaparecer do caos da cidade. Juntos, eles mudam completamente a forma com que os cidadãos convivem, inclusive as pessoas dos clãs rivais e principalmente a vida das crianças da cidade.

As mensagens

Esse filme já está na minha lista de filmes favoritos e isso acontecer não foi nenhum esforço pois as mensagens que ele traz aquecem demais o nosso coração.

  • “Um ato gentil de verdade sempre gera mais gentileza”. Esse é o lema principal do filme e vemos isso em cada cena. No começo, o orgulho dos clãs é a maior barreira para conquistar a paz na cidade, mas toda a gentileza que é espalhada pela cidade traz uma série de benefícios para todos os que lá vivem.
  • Sair da nossa zona de conforto e conhecer as dores do outro é um desafio gigantesco. O filme nos mostra como os nossos privilégios podem nos deixam cegos às vezes. Enquanto Jesper vive como um príncipe, a grande maioria das pessoas na pequena Smeerensburg são extremamente simples e as crianças são extremamente carentes.

O tempo todo o filme bate nas teclas do companheirismo, altruísmo e senso de coletividade. Como uma atitude boa que fazemos pelo outro nos inspira a fazer mais e mais. A caminhada é longa, vemos Jesper passar por diversas situações desafiadoras, mas ele não desiste.

Acho que uma das coisas mais legais do filme é ver a mudança de uma pessoa super mimada e a felicidade das crianças do filme. Dá vontade de abraçar e colocar todo mundo em um potinho.

Se eu chorei? Chorei e muito! Acho que todos nós deveríamos ser um pouco mais como o Jesper, Klaus e a Alva: transmitir nossos conhecimentos e aproveitar nossos talentos para fazer alguém feliz.

Esse é com certeza um filme para todos, mas principalmente para os adultos. Nos inspira a sermos mais dedicados às coisas simples, que fazem a diferença na vida de alguém. Eu recomendo e muito!